sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Cartas de Iwo Jima




No começo da semana, assisti em primeira mão ao filme Cartas de Iwo Jima, do Clint Eastwood, que estréia amanhã. Era um evento do consulado, e foi extremamente bem organizado, como alias, é de praxe em todos os eventos do Consulado e da Fundação.

Este é um filme que realmente toca o seu coração, que não te deixa fugir dessa realidade, porque é uma historia que aconteceu de verdade, há 60 anos. A fotografia, com texturas de areia e fumaça, retrata com precisão essa grande perda que é a guerra, em todos os sentidos. Era esse o sentido que o Clint Eastwood queria dar para o filme: que a guerra significou a perda de vidas de jovens, dos dois lados.

Uma guerra significa a morte de jovens, pessoas perfeitamente capazes de contribuir para a sociedade, que morreram muito cedo, de uma maneira trágica, cruel e triste. Muito sofrimento das famílias, dos soldados, de todo um país. Muito triste e tocante. Todos precisam conhecer essa historia, para que não aconteça novamente.

Os soldados seguiam o comando do General Kuribayashi, que está magnífico com o Ken Watanabe. Cada olhar dele transmite a firmeza do caráter do general, um homem verdadeiramente honrado, que fez o possível para preservar vidas. Ao mesmo tempo, ele sabe que as chances vão diminuindo ao longo da batalha, mas segue adiante, segue sendo um general, um líder.

E me impressionou muito o personagem do Barão Nishi, campeão olímpico de equitação, que realmente existiu (quer dizer, não tao heróico como no filme, mas existiu). A cena em que ele consola o soldado americano é uma das mais bonitas que eu já vi. E quando o soldado morre, e ele lê a carta da mãe do jovem americano, é que os soldados percebem: somos todos iguais. E realmente, somos.

Talvez tenha sido todo esse sofrimento da guerra, ou seja, a vontade de honrar a memória dessas milhares de pessoas mortas, que fez o Japão se reerguer no pós-guerra. Minha batian me contava como era difícil a vida no Japão, e como foi difícil a vida no Brasil. Eu, como neta de japoneses, me emociono quando penso nisso. Todos deveriam assistir. Bjs.

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