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Cartas de Iwo Jima




No começo da semana, assisti em primeira mão ao filme Cartas de Iwo Jima, do Clint Eastwood, que estréia amanhã. Era um evento do consulado, e foi extremamente bem organizado, como alias, é de praxe em todos os eventos do Consulado e da Fundação.

Este é um filme que realmente toca o seu coração, que não te deixa fugir dessa realidade, porque é uma historia que aconteceu de verdade, há 60 anos. A fotografia, com texturas de areia e fumaça, retrata com precisão essa grande perda que é a guerra, em todos os sentidos. Era esse o sentido que o Clint Eastwood queria dar para o filme: que a guerra significou a perda de vidas de jovens, dos dois lados.

Uma guerra significa a morte de jovens, pessoas perfeitamente capazes de contribuir para a sociedade, que morreram muito cedo, de uma maneira trágica, cruel e triste. Muito sofrimento das famílias, dos soldados, de todo um país. Muito triste e tocante. Todos precisam conhecer essa historia, para que não aconteça novamente.

Os soldados seguiam o comando do General Kuribayashi, que está magnífico com o Ken Watanabe. Cada olhar dele transmite a firmeza do caráter do general, um homem verdadeiramente honrado, que fez o possível para preservar vidas. Ao mesmo tempo, ele sabe que as chances vão diminuindo ao longo da batalha, mas segue adiante, segue sendo um general, um líder.

E me impressionou muito o personagem do Barão Nishi, campeão olímpico de equitação, que realmente existiu (quer dizer, não tao heróico como no filme, mas existiu). A cena em que ele consola o soldado americano é uma das mais bonitas que eu já vi. E quando o soldado morre, e ele lê a carta da mãe do jovem americano, é que os soldados percebem: somos todos iguais. E realmente, somos.

Talvez tenha sido todo esse sofrimento da guerra, ou seja, a vontade de honrar a memória dessas milhares de pessoas mortas, que fez o Japão se reerguer no pós-guerra. Minha batian me contava como era difícil a vida no Japão, e como foi difícil a vida no Brasil. Eu, como neta de japoneses, me emociono quando penso nisso. Todos deveriam assistir. Bjs.

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