segunda-feira, setembro 24, 2007

Começo de semana...

Nesse fim-de-semana, dei um treinamento de comunicacao no 100, antes disso ajudei o pessoal do Seinen a fazer sanduiches, e depois do treinamento, assisti um pouco do "Festival de Danças Folcloricas Internacionais", no Bunkyo. Foi muito legal, um evento que realmente vale a pena! e tambem tem as barraquinhas de comidas tipicas (humm), comi o bolo de caramelo da Alemanha, e o pastel de queijo da Grecia.

A abertura foi com o grupo da Espanha, que deu um show de música ao vivo. Depois veio a Ucrânia, e depois a Africa deu um verdadeiro espetáculo. Meu Deus, como eles dançaram!! O nome da companhia é Africa2, e eles são maravilhosos no palco, com referencias à dança nativa africana, dança contemporânea e capoeira.

Eles deram um super astral no evento. Tinha um casal de bailarinos que era pura energia, eu nunca vi algo parecido, eles se moviam como se fossem etéreos!! No solo do bailarino, ele pulou do palco para as cadeiras do público, pulou e se equilibrou em uma cadeira, e depois correu por todo auditorio. E tudo isso dançando!! Meu Deus, foi muito lindo!! Coitado do pessoal da Suíça, que entrou depois...nao tinha como superar!!

Nesse final de semana, assisti muitos DVD´s com meu namorado: "Muito gelo e dois dedos d´agua" com a Mariana Ximenes, "23" do Jim Carrey, "A Promessa" de Chen Kaige e "Os Condenados". Sobre esse ultimo, sem comentarios. E Yasuo Fukuda foi escolhido como novo-primeiro ministro do Japão. Eu conheço um homonimo Yasuo Fukuda aqui do kenjinkai no Brasil, e o velhinho é muito querido!! Se o premie for 10% do xará brasileiro, já está muito bom.

Confira abaixo uma traducao rapidinha que eu fiz de uma materia com o Osamu Maebashi, um jovem que já morou na rua em Tokyo, mas se reergueu. Para um japones, pedir um simples onegai (favor) já é dificil por causa do orgulho. Imagine entao morar na rua, nao ter casa, nao ter endereço.

É uma vergonha, é algo que realmente derruba a auto-estima de uma pessoa. especialmente no Japao. E com a crise economica, essas coisas realmente tem acontecido por lá. E esse cara, o Maebashi, está fazendo alguma coisa pra ajudar. Será que ele vem para o Brasil algum dia?? Vou enviar um email!!

Recomeçando...

Em 1989, Osamu Maebashi morava na rua, aos 21 anos, sem ter esperanças no futuro. Nascido em Kamogawa, na província de Chiba, ele tentou carreira como surfista profissional, mas não conseguiu e acabou deixando a cidade natal e indo para Tokyo.

Chegando lá, acabou morando na rua, dormindo em parques e obras inacabadas, comendo sobras de comida de lanchonete ou alimentos fora do prazo de validade, de lojas de conveniência. Depois de dois anos nesse estilo de vida, um mendigo maltrapilho alertou que ele ficaria doente, se continuasse a viver assim.

O aviso do morador de rua despertou Maebashi.”Percebi que não podia continuar vivendo daquele jeito”. Ele começou a trabalhar como entregador de moveis, e devido á experiência anterior nos “bicos” como operário de construção, conseguiu um bom resultado nessa firma.

Em 1997, Maebashi criou uma companhia, que se chama M Crew, contratando pessoas para fazer trabalhos de entrega de materiais, instalação e limpeza. Em 2003, criou um novo negocio chamado “Rest Box”, que oferece camas para aluguel. Cobrando cerca de 1000 ienes por noite, possui atualmente 22 locacoes em Tokyo, com camas, colchão, chuveiro, televisão, maquina de lavar e refeitório.

O publico-alvo do negocio são os homens que perderam suas casas e tornaram-se trabalhadores eventuais (arubaito), que não conseguem alugar um local para morar. O Rest Box funciona como uma “base” para essas pessoas, que ganham um endereço e uma segunda chance para recomeçar. Um dos moradores conseguiu economizar 1 milhao de ienes (US$ 8500) em seis meses, abriu sua própria empresa e alugou seu próprio apartamento.

Maebashi já viajou aos EUA, conhecendo a rede de assistência social para moradores de rua, e verifica a possibilidade de ampliar seus negócios para fora do Japão. O empresário acredita em trabalhar, ganhar dinheiro, e depois usá-lo para ajudar as pessoas a retomarem sua auto-estima.
“As pessoas crescem e se desenvolvem pelo trabalho. O que nós oferecemos não é caridade, mas um serviço. Este pode ser o ponto de partida para que eles cresçam em busca de novos desafios”.

(The Japan Journal, janeiro 2007)

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