terça-feira, maio 05, 2009

Coisas da vida...

Estava assistindo um documentario na cultura, realizado pela Sinapse, sobre a imigração no Brasil, relacionando tudo isso com o mundo dos cabelos. Um programa muito bom. No final, os entrevistados (espanhol, italiano, português, boliviana, síria) respondem a uma pergunta simples: Você é feliz? E todos, sem exceção, são felizes no Brasil. E eles se consideram brasileiros de coração. Foi emocionante quando o entrevistado japones, Masashi Yamaguchi, cantarolou o hino brasileiro, tendo a bandeira do JP no fundo. Se bem que eu me emociono muito facil. hihi. 


O Brasil é o melhor país do mundo. Sei que parece clichê, mas é o melhor lugar do mundo, pelo menos na minha visão. Foi uma terra que acolheu com muito carinho milhões de imigrantes de todas as nações, e hoje, é uma pena que não saibamos cuidar muito bem do nosso país. Porque falta para os adultos, jovens e crianças de hoje algo que os imigrantes tiveram, no começo do século passado: OPORTUNIDADE. Sem oportunidade, criamos pessoas sem rumo, sem perspectiva, sem sonhos.

 

Acho que isso é o mais triste de tudo. Mais triste que a corrupção, a falta de ética e a imoralidade, é ver pessoas sem sonhos, e sem perspectiva de realização de qualquer sonho a curto prazo. Morar em São Paulo, ou qualquer outra cidade, é andar na rua e ver crianças pedindo esmola, idosos jogados num canto na esquina, presenciar maldades e injustiças. Pior de tudo: de modo geral, fazemos isso passivamente, sem nos envolver, sem nos chocar mais. Lembro que quando eu era criança, ficava muito chocada e triste quando via coisas assim. O que aconteceu? O que mudou comigo?

 

A psique humana é muito complexa e cativante. Quando os imigrantes estavam chegando, havia um cenário de crescimento e modernização do Brasil, e o inconsciente coletivo era de esperança, de esforço e trabalho. Hoje, qual seria o nosso inconsciente coletivo? Medo, desesperança, temor, descrença? Quais são nossos valores?

 

Claro que muitos dos valores e conquistas dos nossos pais e avós foram desvirtuados, e tudo isso reflete em nossa psique social. Reconheço que é muito difícil manter uma cabeça focada nos dias de hoje, pensar em trabalho, em dedicação e em esforço, ao ver  toda a sujeira que nos rodeia. E eu sou uma pessoa que teve – graças a Deus – todas as oportunidades do mundo, e tenho uma mente forte. E as demais pessoas, ou as pessoas que nunca tiveram chance? Como manter um foco positivo, como buscar oportunidade?

 

Eu acho que essas pessoas são carregadas pela vida, seguem sem consciência do seu potencial e acabam enfraquecendo lentamente, movem-se por sentimentos estranhos e difusos, que são apregoados pela nossa sociedade consumista e besteirista. Aquele negocio de “deixa a vida me levar”, na minha opinião, é uma tremenda estupidez. Você que tem que levar sua vida, não é ela quem deve conduzir você.

 

Por exemplo, eu (hoje) sei que meu trabalho voluntário não vai mudar o mundo. Atualmente, ajudo nos projetos do Ikoi-no-Sono (beneficente), Festival do Japao (cultura), Bunkyo (cultura) e temos o Bazar do Bem pra ajudar um pouco as entidades beneficentes (Ikoi, Kodomo, Yasuragui e Kibo). Fora o que eu já fiz na vida, e fiz muito, eu sei que já ajudei muita gente, com gestos simples. Posso não salvar o mundo, mas ajudei pessoas que precisaram de mim.

 

Estou sempre a disposição para ajudar, da minha forma humilde, qualquer pessoa que precisar de mim. Sei que é pouco, muito pouco, mas também tenho a consciência de uma coisa: o mundo seria um lugar um pouquinho pior, se eu não tivesse prestado essa ajuda mínima. Buscar oportunidade é isso. Busque(-se) você também e faça a diferença. Bjs.

Nenhum comentário:

Postar um comentário