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Familia OK!

No sábado, eu ia dar uma entrevista pra reporter da Band e ela perguntou, "Erika, e seus parentes?" Bom, eu tenho um irmão no Japao, e eu pressentia que estava tudo bem com ele (tenho dessas coisas), por isso nao tinha me preocupado em sair atrás dele, porque acho que tem gente em situação muito mais aflitiva do que a minha. Entao eu disse que não tinha ligado, nem mandado email, nem procurado no Orkut. Nada.

Com certeza, a minha resposta deixou ela meio desconcertada (em resumo, deve ter achado que eu sou meio louca). Mas estava só falando a verdade. Se bem que depois eu fiquei pensando que talvez seja meio louca mesmo. Entao ontem falei com a minha mae, e ela finalmente conseguiu falar com meu irmão que está em Kanagawa. Sabe que mesmo eu nao estando preocupada, só de saber que ele está realmente bem me deu um alivio, uma felicidade, uma tranquilidade?

Ele disse que está trabalhando das 3 da tarde às 10 da manha por que está em bentoya e todo Japao está precisando de bentô. E que não tem energia eletrica e por isso nao dá pra mandar mensagem pelo computador. E que todos no Japão estão se esforçando pra ajudar como podem.

Hoje ajudei como pude, no culto ecumênico em memoria das vitimas dos terremotos no Japão. Foi um culto muito emocionante. O consul Obe discursou e agradeceu a colaboração de toda comunidade e da sociedade em geral. E o reverendo Kikuchi falou sobre as vitimas dos terremotos e do tsunami, desejando a paz os que se foram, e o conforto aos que ficaram. Eu tive que me segurar para não chorar nessa hora, porque é muito feio a assessora de imprensa ficar chorando no meio do auditorio, né gente! E o padre Paulo Goh lembrou que nao adianta a gente querer pegar um aviao e ir lá pra ajudar. A gente pode ajudar daqui. podemos fazer nossa parte daqui, rezando, arrecadando, divulgando, ajudando.E que alias, tem gente precisando de ajuda aqui mesmo no Brasil. Muita gente.

Ontem eu vi uma matéria das obassans fazendo 3000 onigiris para um abrigo, e daí mostrava as criancinhas comendo onigiri e falando..."oishiiii". Era muito bonitinho e queria estar lá fazendo onigiris e ajudando as pessoas. Mas acho que a maneira que eu posso contribuir para o Japao é continuar fazendo o que estamos fazendo aqui no Brasil. Atender as ligações, passar os contatos, ajudar os jornalistas a fazerem suas matérias, ajudar a divulgar a campanha...é a nossa missao no momento. Obrigada e bjs.

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