quarta-feira, maio 02, 2012

Uma pesquisa preocupante...

Quando eu vejo matérias como essa, fico muito preocupada com a situação futura do Japão. Lá, uma em cada 4 pessoas já pensou em suicídio, e a maioria são jovens de 20 a 30 anos. Tudo bem que a matéria esqueceu de apontar a fonte da pesquisa e só cita a agencia de noticias EFE. Mas esse tipo de pesquisa mostra algo que a gente já sabe costumeiramente, que o Japão é um país que tem alta taxa de suicidios.

Acho que isso acontece por uma série de fatores, mas especialmente pela própria rigidez da cultura japonesa, a necessidade absurda de suprimir o que vc é individualmente para pertencer coletivamente, contribui para essa triste realidade. Virar playmobil no meio da multidão. Eu morei no JP alguns anos e senti muito isso. Lá 99% das pessoas não tem brilho nos olhos, não tem o sorriso na alma que nós, brasileiros, temos (talvez até naturalmente).

As pessoas lá sao super educadas, gentis, mas são murchinhas, vazias por dentro, resignados. Muitos nao tem muitos objetivos pessoais e sonhos na vida além de existir. Ou coexistir. Ou subexistir. Talvez por isso os japs, quando vem pra cá, ficam loucos e apaixonados pelo Brasil e nao querem mais voltar. Porque aqui valorizamos (até demais) a tal da "felicidade". Mas eu tambem concordo que a vida é pra ser feliz!! Afinal, só temos uma vida!!

E a situação de alta taxa de suicidios acontece em outros paises, como na Coreia. Por exemplo os coreanos que eu conheci, dá muita pena deles: eles vivem isolados do mundo, só trabalhando feito loucos (um nivel de insanidade muito superior ao meu), por anos e anos num pais estrangeiro, sem nenhuma alegria pura no dia-a-dia. Fala, como dá pra ser feliz assim? Alias, qual o valor do dinheiro quando nao vem junto com felicidade?? Como eles conseguem viver assim? Eu ao mesmo tempo admiro a força de vontade, mas sinto pena pelo preço pessoal que esses trabalhadores pagam. E na Coreia é a mesma coisa.

Japao e Coreia são paises que se reergueram de situações barra-pesada, mas isso teve um preço alto na alma, no inconsciente coletivo desses países, onde o "dever" fala mais alto do que o "querer". Acho que é o tipo de reconstrução que infelizmente o Brasil nao conseguiria, por diferenças de cultura mesmo, diferentes valores. Cada país tem as suas qualidades e imperfeições. Bom, eu amo o Brasil apesar de tudo. Bjs.

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5749413-EI8143,00-Um+em+cada+japoneses+ja+pensou+em+suicidio+aponta+pesquisa.html 


Um em cada 4 japoneses já pensou em suicídio, aponta pesquisa
01 de maio de 2012  23h02  atualizado às 23h18

Quase um de cada quatro japoneses adultos pensou em algum momento de sua vida em suicidar-se, principalmente os jovens de 20 a 30 anos, segundo uma pesquisa publicada nesta quarta-feira (hora local) pelo governo do Japão.
O estudo, realizado em janeiro após consultar mais de dois mil japoneses maiores de 20 anos, revela que 23,4% já pensaram em suicidar-se, um número 4,3% maior que o da pesquisa anterior, realizada em 2008.
Os resultados "refletem provavelmente a dificuldade para encontrar trabalho no meio da crise econômica, o aumento dos empregos não regularizados e as pobres relações pessoais", detalhou a enquete divulgada pela agência Kyodo.
Por gêneros, as mulheres são as mais propensas ao suicídio ao liderar os dados com 27,1%, acima do 19,1% registrado entre os homens.
Por idade, 28,4% das pessoas entre 20 e 30 anos pensou em algum momento em acabar com sua vida, grupo que se transforma no mais propenso ao suicídio e do qual 36,2% revelou ter considerado o ato durante o ano passado.
O número cai até 25% entre os de 30 a 40 anos, se situa em 27,3% dos 40 aos 50 anos e em 25,7% entre os consultados de 50 a 60 anos. Por último, pensaram em suicídio 20,4% dos indagados de 60 a 70 anos, enquanto nos maiores de 70 anos a taxa desce para 15,7%.
Entre os motivos para superar a ideia de suicidar-se, 38,8% apontou a família, os amigos e os companheiros de trabalho, 38,6% ressaltou a necessidade de concentrar-se no trabalho ou em um hobby, enquanto 18% acredita que o melhor é o lazer e tempo livre.
No estudo, realizado com um questionário de múltipla escolha, o governo também perguntou sobre os efeitos psicológicos provocados pelo terremoto e tsunami que assolou o nordeste do país no dia 11 de março de 2011.
Neste sentido, 64,3% assegurou que a tragédia lhes fez perceber a importância das relações pessoais, enquanto 54,3% afirmaram que lhes fez ver a importância do esforço para proteger a si mesmos e a seus familiares. Além disso, 41,7% se sente mais inseguro após a tragédia de março de 2011, enquanto 7,5% declarou que não perceberam nenhuma mudança em sua forma de pensar ou de sentir.

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