Pular para o conteúdo principal

Assistindo "A Busca"

Eu ando realmente muito cinéfila. Vou no shopping e acabo assistindo um filme, se dá tempo de encaixar na agenda. Tenho um tempinho e vou assistir outro filme. Bom, pelo menos conhecimento cultural é algo que ninguém tira da gente, correto? Entao fui apoiar o cinema nacional, assistindo "A Busca" com o Wagner Moura. Era isso ou "Vai que dá certo". Portanto, acho que tomei a decisão correta.

No filme, o diretor fala de algo que eu converso muito com a P: aceitação. Porque o pai, personagem do Wagner Moura, não aceita o próprio pai, e também nao aceita o filho. Ele não enxerga a individualidade do filho, quer passar por cima como um trator enlouquecido. Já o filho, por sua vez, busca o pai, na figura do avô. Então o menino, em sequência: foge de casa em SP, adota um cavalo, atravessa um rio, se machuca, fica com uma menina, passa fome enquanto vai para o Espirito Santo para conhecer o avô.

Nisso, lógico que o pai e a mãe do menino ficam loucos de preocupação. E o pai vai atrás do filho, perseguindo as pistas que ele deixa na estrada, e pensando na sua própria história no meio disso tudo. O Wagner Moura apanha, rouba, faz um parto, é atropelado, pede ajuda e é ajudado, tudo para encontrar o filho.

Uma cena bonita foi no final. Nessa jornada meio espiritual, o personagem do Wagner Moura coloca o sentido da sua vida em sua devida perspectiva. Que importa se o menino quer encontrar o avô? Que importa se o menino fugiu de casa? Que importa o que o pai fez com ele quando era criança há décadas atras? O que importa é que o menino está vivo, e bem. Nada mais importa fora isso.

Logico que como todo filme nacional, existe a tentativa de dar uma finalizada meio "intelectual" no negocio. Mas de uma maneira geral, gostei bastante, por tratar do tema da aceitacao, do crescimento e da mudança. Porque a mudança só acontece quando a pessoa quer mudar. Mostra tambem que a maior dadiva que temos é a nossa própria vida. Por que desperdiçar um milagre tao lindo com coisas pequenas e chinfrins? Bjs!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Presos na gaiola

Acabei de ler 2 vezes o livro da Mirian Goldenberg. Muitas reflexoes e inspiração para escrever alguns posts. No livro, a Mirian fala do sociólogo Zygmunt Bauman, para quem existem dois valores absolutamente indispensáveis para uma vida feliz: segurança e liberdade. Segurança sem liberdade é escravidão. Liberdade sem segurança é o caos.


A questão é, como nós, brasileiros, podemos nos sujeitar a viver sem segurança nem liberdade? Esses dias fiquei em Gramado, que é o destino turístico mais seguro do Brasil. Faz muitos anos que nao sentia essa sensação tão maravilhosa e reconfortante de plena segurança. Muita felicidade.


Poder andar na rua tranqüilamente, livre, de dia, de noite, de madrugada, sabendo que nada de ruim pode te acontecer. Tendo a sensação de que tudo está seguro e tranquilo. Sabendo que voce pode ir e voltar para o hotel a pé, sempre em segurança.


O valor disso é incalculável, e os cidadãos de Gramado se orgulham muito de terem uma cidade segura. Pelo que me falaram, qu…

Circularidades

Passei mais de dois anos sem atualizar esse blog, não sei exatamente o motivo, mas sempre sentia vontade de voltar a postar. Quando leio meus posts antigos, posso perceber claramente o quanto eu cresci e me desenvolvi em todos os sentidos nesses anos de distância. E acho que isso é o mais bacana de mantermos um blog: poder elaborar um registro do que a gente pensa e sente, ao longo de muitos e muitos anos. Tenho até vergonha de alguns posts muito bobinhos, mas no geral, esse blog refletiu como eu penso e como me movimento no mundo.
A vida anda muito completa e feliz para mim em todos os campos: pessoal, profissional, emocional, familiar, espiritual, amoroso, enfim, acredito que consegui alcançar um equilíbrio muito buscado. Continuo trabalhando pra caramba como sempre, mas refletindo comigo mesma, creio que sempre fui assim e sempre serei. Gosto mesmo de trabalhar e de me envolver em diversos projetos ao mesmo tempo! Agradeço ao universo por ter permitido tanta felicidade e coisa boa…

Reuniao com tubarão

Eu sou uma pessoa muito meticulosa, pratica e organizada. Quer que eu odeie uma pessoa, mesmo que seja só um pouquinho? Simples, é só essa querida pessoa marcar uma reunião comigo de ultima hora, no mesmo dia. Porque a minha agenda é TODA feita com antecedência, eu planejo minha semana, planejo cada dia e o que vou cumprir em cada dia em termos de metas e objetivos. Gosto de dar um "check" nas tarefas cumpridas no fim do dia. Sou assim: sou planejadora. Tenho plano A, B e C pra tudo.
Nesse cenário tao perfeitamente calculado, um compromisso de ultima hora altera toda minha rotina mental, e daí, acabo extremamente irritada. Entao se eu for realmente obrigada a ir em uma reuniao assim (sim, porque meu mundo não é cor de rosa, e assim como vc, tenho que engolir um monte de sapos), eu vou sair com pedras na mão, irritada, seca e nada disposta para uma negociação. 
Esse mês tive uma reuniao assim. Eu fui lá praticamente obrigada. E foi uma ocasião bem ridícula, pq a pessoa só chamo…