quarta-feira, abril 17, 2013

Assistindo "A Busca"

Eu ando realmente muito cinéfila. Vou no shopping e acabo assistindo um filme, se dá tempo de encaixar na agenda. Tenho um tempinho e vou assistir outro filme. Bom, pelo menos conhecimento cultural é algo que ninguém tira da gente, correto? Entao fui apoiar o cinema nacional, assistindo "A Busca" com o Wagner Moura. Era isso ou "Vai que dá certo". Portanto, acho que tomei a decisão correta.

No filme, o diretor fala de algo que eu converso muito com a P: aceitação. Porque o pai, personagem do Wagner Moura, não aceita o próprio pai, e também nao aceita o filho. Ele não enxerga a individualidade do filho, quer passar por cima como um trator enlouquecido. Já o filho, por sua vez, busca o pai, na figura do avô. Então o menino, em sequência: foge de casa em SP, adota um cavalo, atravessa um rio, se machuca, fica com uma menina, passa fome enquanto vai para o Espirito Santo para conhecer o avô.

Nisso, lógico que o pai e a mãe do menino ficam loucos de preocupação. E o pai vai atrás do filho, perseguindo as pistas que ele deixa na estrada, e pensando na sua própria história no meio disso tudo. O Wagner Moura apanha, rouba, faz um parto, é atropelado, pede ajuda e é ajudado, tudo para encontrar o filho.

Uma cena bonita foi no final. Nessa jornada meio espiritual, o personagem do Wagner Moura coloca o sentido da sua vida em sua devida perspectiva. Que importa se o menino quer encontrar o avô? Que importa se o menino fugiu de casa? Que importa o que o pai fez com ele quando era criança há décadas atras? O que importa é que o menino está vivo, e bem. Nada mais importa fora isso.

Logico que como todo filme nacional, existe a tentativa de dar uma finalizada meio "intelectual" no negocio. Mas de uma maneira geral, gostei bastante, por tratar do tema da aceitacao, do crescimento e da mudança. Porque a mudança só acontece quando a pessoa quer mudar. Mostra tambem que a maior dadiva que temos é a nossa própria vida. Por que desperdiçar um milagre tao lindo com coisas pequenas e chinfrins? Bjs!

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