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Mostrando postagens de Janeiro, 2018

Broken wings, broken hearts

Onde vai parar esse mundo? Estava vindo para o escritório e tinha uma pomba com a patinha quebrada, andando com dificuldade na rua. Eu olhei pra ela com piedade, e olha que eu não gosto nada de pombas. Você acredita que um cara simplesmente CHUTOU a pomba com o pé, de propósito? Ele não pode nem dizer que fez isso sem querer, porque dava pra desviar do pobre animalzinho. Coitado do bichinho, que não fez nada além de existir e estar machucado na frente do cara. Não consigo entender porquê um ser humano faz isso com outro ser, seja humano, animal ou mesmo inanimado. É muita raiva no coração das pessoas!

Estava assistindo uma palestra sobre budismo com a Marcia Baja. Na verdade, eu coloco no meu Ipad e vou dormir entretida com a voz suave e as pausas dela hahahaha, dessa maneira, quem sabe os novos ensinamentos budistas entrem na minha mente de forma inconsciente, durante o sono, tipo uma hipnose budista?
Anyway, ela fala uma coisa muito legal.
A gente não sai na rua de qualquer jeito, …

Ninguém precisa saber

Todos os dias eu procuro fazer algo bom para outra pessoa. Podem ser coisas pequenas, gestos delicados, comuns a qualquer pessoa, ou podem ser favores especiais, coisas que em alguns momentos, somente eu poderia fazer por alguém. E eu faço, ajudo porque quero, e não preciso ficar divulgando, porque ninguém precisa saber.
Isso pode parecer muito fora da realidade, ajudar os outros no dia-a-dia do trabalho, mas a verdade é que felizmente, tenho muita gratidão ao Universo porque eu vivo meu sonho, trabalho com meu sonho, que é o trabalho voluntário, as entidades, a solidariedade, um mundo melhor. Eu consigo atuar de forma transformadora e proativa pelo bem das pessoas, sei que tenho esse poder de alquimia nas minhas mãos. Então a minha vida realmente está em uma vibe diferente das outras pessoas, que atuam no mundo corporativo, onde um quer passar a perna no outro, por exemplo.
Mas não é porque eu atuo nas entidades que não passamos por dificuldades. Esse mês aconteceu uma coisa que me …

O bicho homem

Vi ontem um bicho Na imundície do pátio Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa, Não examinava nem cheirava: Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão, Não era um gato, Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem. (O Bicho – Manuel Bandeira)
Esses dias, estava voltando para o escritorio e vi um homem tirando comida do lixo e comendo. Eu me senti um lixo testemunhando isso, por vários motivos. Creio que o principal deles é que vivemos em um mundo em que existe comida para todos. Mas a maioria não recebe o mínimo necessário, o nosso sistema não acredita em igualdade. As indústrias preferem jogar fora no lixo, do que alimentar os famintos. O restaurante também. A gente desperdiça comida comprada no supermercado, que estragou na geladeira ou na despensa. Enquanto estamos vivendo a nossa vida cotidiana, tem tanta gente passando fome na rua, na periferia, na favela, no cortiço. É simplesmente revoltante, algo que me incomoda muito.
Eu faço trabalho voluntário há mais d…

Lembranças de infância

O meu cabelo é bem longo, e gosto de cuidar, passar máscara(s), pentear, lavar...é tipo uma terapia de domingo pra mim. Hoje sai da rotina e resolvi lavar o meu cabelo no tanque, com bastante água fria, como fazia na casa da minha batian. Eu lavava o cabelo e ficava lá na área, esperando o cabelo secar naturalmente, e a presença do meu ditian é uma lembrança querida na minha mente.


Se você ainda tem seu ditian e sua batian (avô e avó) na sua vida, considere-se muito abençoado. Eu sinto muita saudade deles, e sempre os vejo nos meus sonhos. Hoje por exemplo, sonhei com meu ditian. E sonhei também com minha cachorrinha que morreu atropelada, por medo de trovão.  L

A minha batian do lado materno continua alegrando nossas vidas. Ela está um pouquinho fraca, com artrite, mas eu procuro sempre ajudar, fazer o que eu posso, levar flores para colocar no ‘butsudan’ do meu ditian e comprar as coisas que ela gosta de comer. A vida, na verdade, é feita por esses momentos delicados e cotidianos. …

Mr. (mrs) trouble maker

Imagine uma pessoa chata. Imaginou? Então imagina a chatice em dobro. Nos eventos da comunidade, encontramos MUITA gente legal, mas também encontramos poucas pessoas chatas(inhas e onas). E precisamos saber lidar com elas, pois não desaparecerão por toque de mágica, já que não estamos no mundo de Harry Potter. Simplesmente, aprende-se a conviver com isso. São coisas da vida em comunidade.

Eu costumo ser muito agradável com todas as pessoas, porque realmente acredito na máxima que gentileza gera gentileza. Mas tem alguns individuos que peloamordedeus, exageram muito na mediocridade, deixam de lado qualquer modéstia no quesito de chatice. Ainda bem que são poucos! Por exemplo, teve um evento em que estava ajudando e que as "autoridades" ficaram sentadas longe do palco, por um descuido simples, coisas de evento.

Como eu já entendo das coisas e sei que a pessoa (chata) é um pouco cricri no sentido de ficar reclamando e encher o saco dos outros, eu cedi o MEU lugar e do meu amig…

Heal the Pain

Nesse domingo, fui no show da Fernanda Takai no Sesc Pinheiros, mesmo sem conhecer as musicas do novo dvd dela (Na Medida do Impossível), e me surpreendi muito!Além das canções serem lindas, achei que os músicos estavam super sintonizados e com uma energia inspiradora! E conheci ela no final do show, super gentil e simples! Aproveitei para convidar ela pro Festival do Japão!

A música que eu mais gostei foi de um tema que originalmente não me atrai. Ela falava muito de Jesus, mas de um jeito muito inocente, otimista e positivo. Olha que música bonitinha!


E no meio do show, ela tocou a minha música favorita do George Michael, numa versão muito fofa e delicada. Isso mexeu muito comigo, porque essa música ressoa no meu coração! Percebi que a minha alma tem muito a ver com esse trabalho solo da Fernanda Takai!


George Michael sempre foi um dos meus artistas favoritos, mas considero que realmente me conectei mais com ele e entendi melhor as suas lutas depois que assisti um documentário sobre …

Caindo e aprendendo

Caí feio na rua esses dias, pertinho da minha casa, e meu joelho ficou todo esfolado, em carne viva. Agora está cicatrizando, mas ainda está muito feio! Já caí anteriormente, mas não lembro de ter me machucado tanto assim. Eu bati o joelho, o braço, a cabeça, sei lá mais o quê, fiquei toda roxa e dolorida, além de assustada com minha falta de equilíbrio.

Eu fui falar com o médico que estava com algum problema. Devia ser um problema no meu pé, ou no sapato (que joguei fora aliás), ou no meu cérebro. Porque não é possível uma pessoa cair tanto assim na rua! E ele veio com a voz mais calma do mundo e falou: “você não tem culpa, o problema não é com você, é com a rua”. E que eu não devia ter jogado fora meu sapato hahahahah.
O médico explicou que toda semana, aparecem no Enkyo muitas pessoas, especialmente velhinhos, que ficam esfolados caindo nas ruas da Liberdade. Eles chegam todos machucados, alguns precisam levar pontos, tem gente que morre por causa disso! 30% dos idosos caem por a…

Novos hábitos matinais

Hoje acordei novamente de madrugada (afinal para mim, 6h00 ainda é de madrugada) para ir na acupuntura. Eu normalmente não funciono nesses horários matinais, mas para sair da minha querida e amada zona de conforto, me propus o horrivel desafio de acordar as 6h00 e ir no dr. Baba, que além de muito fofo, gentil e educado, é um médico iluminado. Só de escutar ele falando, vê-se que a vocação dele é realmente a Medicina. Sabe aquele médico que escuta cada paciente com atenção? Que fica conversando com cada obassan, odissan, falando dos netinhos, dos passeios, das tristezas e alegrias? Então, é ele. Super recomendo.

Aliás, ele foi o único médico que reconheceu que eu estava com um comecinho de tendinite, depois de eu ter passado por vários especialistas. Como ele fez isso? Parece ridículo, mas ele simplesmente TOCOU no meu pé e fez um exame físico, que os outros médicos não fizeram, ou se fizeram, colocaram pouca vontade no processo. Em resumo, ainda bem que o dr. Baba existe. Meus pés a…