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Corrida de ratinhos



Esses dias retomei contato com minha coach. Eu tinha pausado unilateralmente o meu relacionamento com ela, pois ela tinha uma opiniao muito forte e desabonadora sobre meu ex: que eu deveria largá-lo imediatamente (hahahahaha).

Como eu não concordei, me afastei dela (e olhando em retrocesso, me ferrei hahahahaha). E passaram-se os meses, os anos, os namorados, as dores do amor e desamor...e eis que ela voltou a me telefonar, agora para pedir ajuda para alguns casos ligados à minha expertise (diga-se, cultura japonesa).

Eu achei o MÁXIMO voltar a falar com minha querida coach, agora na respeitosa condição de consultora. E voltamos a nos falar pelo whatsapp. Eu inclusive pedi para agendar uns horários de acompanhamento do status da minha vida, algo tipo uma avaliação periódica. E ela me passou o contato de um coachee (aluno) dela.

Muito engraçado perceber, mas tendo um pouquinho de contato com ele, eu relembrei o motivo de ter perdido o tesão de visitar a minha coach (sim, eu sou uma pessoa que esquece muito facil tudo de ruim que me acontece - vai entender!!).

Ela é simplesmente otima para orientar pessoas reativas, desanimadas ou passivas, porque ela coloca muita pilha em você, pra sair nesse exato momento atrás de trabalho, metas, mais clientes, mais projetos, mais grana, mais TUDO. Eu já fui assim: reativa, desanimada e passiva. Com a ajuda dela, enxerguei muita coisa e melhorei 1000%.

Enfim, acho essa abordagem da minha coach super legal para as pessoas que estão no pique de TER mais. Só que desde aquela época, eu estou num momento pleno de SER, e não ter. Então pra mim, sinceramente, nao faz sentido ver esse menino se matar de trabalhar, com 5 empresas ao mesmo tempo, sem condições de manter uma conversa por 10 minutos, correndo de uma reuniao pra outra. Isso é vida?

Anyway, você pode ponderar dizendo: "Erika, a sua vida também é assim". Concordo, por 4 meses da minha vida, eu fico praticamente internada dentro do escritorio-hospicio, organizando o Festival do Japão e para isso, preciso largar minha vida, meu amor-proprio, meu relacionamento, meus estudos e tudo mais, e viver em função de um projeto, de uma ideia. E faço isso há dez anos, por um proposito maior. Mas assim que acaba o Festival, eu procuro voltar para a minha vida normal. Não sou um ratinho preso na gaiola. O dinheiro não me move, o proposito é mais importante pra mim.

Lógico que não sou socialista/comunista, sou capitalista, vivo confortavelmente, quero viajar e conhecer outros paises, e para isso, trabalho pra caramba. Estou fazendo cursos para melhorar minhas possibilidades de trabalho e renda, penso no meu futuro, mas sinceramente, não quero trocar minha vida por um punhado de reais, euros ou dólares. Mesmo que seja um montão. Prefiro ser feliz. E vc?


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