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Dont tell me...

Imagine essa conversa lisérgica:

Moça: “a minha empresa, XXXX, vai fazer uma festa de 50 anos...”
Eu: hum hum
Moça: “a gente quer uma atração japonesa na festa...”
Eu: hum hum
Moça: “pensamos em trazer o Yo-yo ma...”
Eu: ????????? (buscando palavras para responder à asneira)
Moça: “sim, o Yo-yo ma, aquele musico...”
Eu: “voce quer dizer o musico norte-americano, que é descendente de CHINESES??”
Moça: “ah é é??”

Sinceramente, é cada uma que eu tenho que aturar. Além de explicar que o Yo-yo Ma é chines, ainda fui super boazinha e passei o contato do S. pra ela. E ainda expliquei o que o S. toca. Nem merecia, moça!

Esses dias não tenho tido muito tempo pra escrever no blog. Muitos compromissos, muitas reuniões, algumas boas ações, outras nem tanto. Mas acho que no panorama geral, ainda estou contando pontinhos positivos no céu. No domingo, fui trabalhar no Festival de Coral no Bunkyo.

No meio do caminho, as 8h30 da "madrugada" de um domingo, acredita que eu tropecei e me esborrachei no chão da rua Tamandaré? Que droga, me machuquei toda. Meu joelho está todo esfolado. Péssimo começo de domingo. Mas o resto do dia fluiu bem.

No evento, enquanto esperava pra acabar o intervalo, comprei 2 livros, cada um por R$ 1. Dá até vergonha dizer que comprei um livro por R$ 1. Eu li um dos livros – Mata das Ilusões, de Masao Daigo, sobre a historia do interprete Unpei Hirano, de Shizuoka, que chegou no brasil poucos meses antes da chegada do Kasato Maru, para servir de interprete aos colonos.

Ele teve uma vida muito difícil, é quase impossível acreditar que ele viveu tanta coisa em 12 anos no Brasil. E os primeiros colonos, coitados, como sofreram. Esses pioneiros realmente merecem toda a nossa admiração e respeito. Hoje a gente não pode dizer que tem dificuldades. Dificuldade era desbravar uma mata com onça, sucuri e muita malária. O resto é fichinha. Somos muito mal acostumados mesmo. Bjs.

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