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Quanto tempo nos resta?

Estive esses dias em uma festinha de família, com muitos, muitos nenês lindos! A alegria de ter crianças em casa é maravilhosa, uma energia tão boa, tão gostosa, qualquer festa fica melhor com crianças correndo, pulando e fazendo bagunça! Vejo minhas amigas e amigos com filhinhos e fico super feliz por eles. Se tem algo que eu não consegui realizar na minha vida, infelizmente, foi ter filhos.

Tive oportunidades, mas sempre achava que não era a hora, não era o momento. E o tempo foi passando. Estava em relacionamento ruim, e pensava, "putz, não posso ter filho com esse cara". Então tomava injeção de anticoncepcional super forte, tinha neura de engravidar. Se estava solteira, pensava: "como posso ter filhos sem um pai"?

Lembro de um cara que eu saía, que falava um português muito, muito errado (hahahahaha) e eu realmente não consegui levar o relacionamento em frente, porque não aguentava as falhas de concordância verbal e nominal e a falta de conexão intelectual. Eu…
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Média desponderada

Nessa semana, o Seinen Bunkyo comemorou 22 anos, e pra mim, é uma honra verdadeira, pois foi no SB que aprendi muita coisa que pratico ainda hoje, diariamente. Se eu sou uma pessoa melhor, foi por causa de tudo que aprendi no Seinen. Tenho um coração generoso, inteligência emocional super acima da média, liderança inspiradora e sou de fato, a melhor Erika Yamauti que posso ser todos os dias.

Pessoalmente, me considero uma pessoa sempre positiva, mas tem dias que são mais dificeis. Ontem fiz a besteira de ler comentários na internet sobre a morte do netinho do Lula. E isso realmente estragou o finzinho do meu dia, ali o restinho da minha energia foi toda drenada, me senti no fundo de um poço cheio de ódio, injustiça e desumanidade.

Fui pra aula de shamisen com um desconforto, uma vontade de vomitar, de fugir do Brasil e nunca mais voltar pra cá. Como podem seres humanos, viventes e pensantes, dispararem palavras de ódio por ocasião da tragédia que é a morte de uma criança de 7 aninhos…

Faixa de pedestres

Esses dias assisti uma palestra bacana sobre uma parceria da província de Shimane com o Brasil. O palestrante falou que uma escola nova, novinha, que é entregue pelo governo, em poucos anos está destruída, por conta do mau hábito do brasileiro, de simplesmente destruir o que é de uso comum. Isso é falta de civilidade e de educação básica.

E daí ele falou do "mottainai" que está em nossa cabeça desde que somos fetos, já virou algo tão inconsciente e automático, que quando a gente temos aquele monte de lixo dentro de casa, ficamos com aquela sensação de ouvir a batian falando "motttaaaaaiiinaaaaai" e no fim, nao jogamos nada fora. E vivemos empilhados em meio às tralhas e bagunças.

Tenho tido muitas reuniões externas e reparei outra coisa. Faixa de pedestres. Eu sou a única pessoa que conheço que respeita o sinal de pedestres, e procuro sempre atravessar na faixa, quando está verde pra mim. E daí as pessoas ao redor devem me achar idiota né, esperando o sinal fechar…

Estamos em que ano mesmo?

Ontem fui num evento super lindo e conversava com a minha amiga. Ela me chamou atenção para o comentário específico de uma xará minha, no Facebook, sobre a "barriga de fora" de uma menina, em uma foto do evento que tivemos semana passada. Fui conferir, e realmente está lá, para o mundo todo, a opinião da xará sobre o vestido de outra moça.

Fico pensando que mundo é esse, em que uma pessoa considera que a sua opinião é tão importante, tão essencial, a ponto de se manifestar de forma enfática, publicamente, sobre a vida de um perfeito desconhecido. Já pensou se essa menina do vestido "ousado" entrar no facebook toda feliz e deparar-se com esse comentário tão infeliz? Quem pediu a sua opinião, querida xará? Cada pessoa usa a roupa que quiser, ainda mais se não foi especificado o traje oficial do evento. Eu olhei in loco e não vi nada de mais. A unica coisa que eu pensei foi "ainda bem que não vim de vermelho". hahahahaha...

Eu geralmente só faço comentários…

Mudando opinião para melhor

Dizem que somos mudança, somos mutantes. Tem vezes em que a nossa opinião pré-formada sobre as pessoas e coisas do mundo (=preconceito) acaba prejudicando muito o nosso entendimento.

Eu fui para o evento achando que o Kim Kataguiri era um menino meio maluco, tanto que evitei esse encontro em ocasiões recentes. Continuo achando ele meio doido (se for pensar, eu também sou - somos todos) - mas entendi um pouco melhor as motivações que o inspiram, e a minha má impressão (sem fundamento) foi desfeita.

Afinal, ele tem direito de ter as opiniões dele, e eu, as minhas. Quem somos nós pra julgar o outro? Respeito o direito dele de buscar as coisas nas quais ele acredita, da forma que ele consegue alcance junto ao público. E afinal, termos um nikkei de 23 anos como um dos deputados mais votados do Brasil, de certa forma, é excepcional mesmo. Desejo que ele tenha muito sucesso nesse caminho que começa agora!

O evento foi muito bom para fazer networking com pessoas que desenvolvem trabalhos lind…

Encontros e desencontros

Eu terminei um namoro no ano passado e a minha vida seguiu em frente. Sofri muito para entender porque tudo aquilo aconteceu conosco. Foram muitos sonhos, muitas esperanças e inúmeras lições. Nesse relacionamento, eu sinto que finalmente entendi como buscar a minha alquimia pessoal, entendi o que é um relacionamento saudável e o que eu desejo viver ao lado de uma outra alma humana. Toquei minha vida pra frente, ele também.

O engraçado é que a mãe dele me ama muito! hahahaha...

Ela estava muito sozinha, pois o marido faleceu de repente, depois de uma doença super triste e sofrida. Então eu, com esse meu jeito super positivo e delicado, fui lá fazer companhia. Levei pra jantar, conversei muito pelo telefone, cheguei a dormir na casa dela para ela se sentir na companhia de alguém. E isso depois do término do meu namoro! (Eu faço coisas que às vezes, até mesmo eu me surpreendo, mas anyway, estava querendo realmente ajudar).

A vida passa rápido né, e eu tenho muita coisa pra fazer, então …

Faça bem pra você também!

A gente precisa preservar a nossa energia e se priorizar, ao invés de tentar agradar o mundo todo. Vejo muita gente (eu, inclusive) que coloca o bem estar dos outros como prioridade, muitas vezes se prejudicando. 
Quantos atos de amor e carinho você fez pelo outro nos últimos dias? E quantas vezes você se amou, se permitiu fazer um carinho para si mesmo?
Costumava contar pra minha coach que não precisava de nenhum inimigo. Eu era minha pior inimiga, a adversária mais cruel, incansável e critica que poderia enfrentar. Não tinha como vencer esse jogo, porque eu era a minha inimiga número 1.
Quando tomei consciência de que toda essa crítica, julgamento e opinião ruim que eu tinha sobre mim estava me fazendo (muito) mal, eu consegui me livrar desse peso desnecessário. .
Foi um processo difícil, mas agora, sou minha melhor amiga. Me permito fazer coisas que me fazem feliz, e não fazer as coisas que me entristecem. A vida é muito curta para não se amar. E você, como está se cuidando? 
We need to…