sexta-feira, fevereiro 09, 2018

Um mês = um trimestre!





Hoje é dia 09 de fevereiro, e olhando minha agenda, percebi que eu consegui viver um mês de janeiro tão cheio de emoções e tão repleto de atividades, que parece que passou muito mais tempo do que isso! Sério, pra mim é como se a gente já estivesse em março!

Talvez porque passei muito tempo em completa inércia, numa vibração diferente do meu normal, eu decidi começar 2018 com toda energia explosiva e criativa do mundo, numa espécie de big-Erika-bang. É algo simplesmente maravilhoso, pois nesse curto espaço de tempo, realizei muitos sonhos e estou no caminho de outros, simplesmente saindo da minha zona de conforto e fazendo coisas que me assustam todos os dias.

Acredito que muita gente não tem a oportunidade de viver um mês como o que eu vivi, e sou muito grata por isso! Porém, tenho consciência de que tenho recebido muitas coisas boas do mundo, e o motivo para isso é que eu semeio o bem, SEMPRE. E para quem se pergunta: “como a Erika faz isso?”, a resposta é simples: simplesmente FAZENDO!



Vivi muitas coisas lindas nesse mês de janeiro e comecinho de fevereiro.

- Jantar na residência do consul geral (pudemos orientar os novos bolsistas, gratidão e honra!)
- Hatsugama (a primeira cerimônia de chá e o primeiro ikebana do ano, super chique)
- 29 reuniões (essas são apenas as reuniões formais que estão na minha agenda, fora as pós-reuniões no estacionamento!)
- 9 almoços, cafés ou jantares com amigos (porque coloquei na minha agenda que isso é importante, e vou manter até o fim)
- 2 shows (Fernanda Takai e Camille Bertault, divas!)
- 1 gravação da TV Aparecida (Maria Candida, uma simpatia!)
- 2 karaokês com amigos (algo muito importante para minha saúde mental)
- Premiação da Secretaria da Educação (Amigos da Educação para o Festival do Japão)
- Dates, dates, dates!
- Psicólogo (sessão com o Fred Mattos = equilíbrio e positividade)
- Academia (não gosto mas estou indo)
- Acupuntura (= equilíbrio e bom humor)
- Fui num pub pela primeira vez em sei lá quantos anos (Jetlag Pub, muito legal)
- Passei no Noryoku Shiken (N4 mas está valendo rsrsrsr)
- Comecei aulas de shamisen com o Yuzo Akahori (dream come true!)
- Comecei aulas de canto na EMT com a Eliete Murari (outro sonho virando realidade!)
- Vou começar uma formação de coaching em fevereiro (porque pessoas transformadas transformam pessoas!)

E tudo isso, vindo trabalhar todos os dias da semana e dormindo direitinho de noite pra acordar antes das 7 (#orgulho)!

Sei que esse post pode soar pedante, arrogante ou sem sentido para alguns. Afinal, pra que vou colocar minhas vitória, alegrias e conquistas publicamente aqui na internet, né, pra todo mundo ver? Bom, a motivação não é fazer com que as pessoas tenham inveja de mim, longe disso (até porque quem sente inveja de mim não sabe o quanto eu trabalho e o quanto eu já sofri. Não sabem por exemplo que eu estava aqui trabalhando até 22h todos os dias nessa semana!! E não foram só alegrias que vivi, mas prefiro olhar o lado positivo de tudo).

Principalmente, o motivo é para mostrar que sim, a gente TEM DIREITO DE SER FELIZ! É possível dar a volta por cima, com muito trabalho, esforço e dedicação., acreditando sempre que tudo melhora, pois TUDO MELHORA! No ano passado, eu estava tão triste, tão desapegada de mim, que sentia a minha luz até se apagando. E agora, essa luz voltou a brilhar com tanta força, tanto brilho, tanta energia, que as pessoas até estranham rsrsrs. Enfim, eu vou seguir brilhando, deslumbrando, divando, vibrando, vou seguir em frente feliz, e vou realizar tudo que eu quero e sonho. E se eu consigo, você também consegue! Anote isso: se eu consigo, você consegue! Bjs.

quarta-feira, janeiro 31, 2018

Broken wings, broken hearts



Onde vai parar esse mundo? Estava vindo para o escritório e tinha uma pomba com a patinha quebrada, andando com dificuldade na rua. Eu olhei pra ela com piedade, e olha que eu não gosto nada de pombas. Você acredita que um cara simplesmente CHUTOU a pomba com o pé, de propósito? Ele não pode nem dizer que fez isso sem querer, porque dava pra desviar do pobre animalzinho. Coitado do bichinho, que não fez nada além de existir e estar machucado na frente do cara. Não consigo entender porquê um ser humano faz isso com outro ser, seja humano, animal ou mesmo inanimado. É muita raiva no coração das pessoas!

Estava assistindo uma palestra sobre budismo com a Marcia Baja. Na verdade, eu coloco no meu Ipad e vou dormir entretida com a voz suave e as pausas dela hahahaha, dessa maneira, quem sabe os novos ensinamentos budistas entrem na minha mente de forma inconsciente, durante o sono, tipo uma hipnose budista?

Anyway, ela fala uma coisa muito legal.

A gente não sai na rua de qualquer jeito, a gente não sai de casa pelado, de pantufa, com uma meia de cor diferente da outra. A gente se preocupa muito com isso, com a casca das coisas, com nossa aparência, com as coisas mundanas. Mas por que a gente sai na rua com a mente e o coração descontrolado, destemperado, desequilibrado? Dando chutes e murros sem pensar em quem atingimos? Construindo muros e atirando pedras? Por que as pessoas não conseguem acalmar o coração, colocar mais paz na mente e nos pensamentos?

Esse é um reflexo do mundo de hoje, um mundo egocêntrico, cheio de medos e frustrações, onde as pessoas tem sonhos frustrados, corações partidos e muito medo de voar. Eu tento pensar positivamente, refletir que existe mais bem do que mal no mundo (e há, acredite). Mas tem vezes em que os atos dos seres humanos me assustam e me enojam. É só abrir a página dos jornais. É só ver um rapaz achar normal chutar um bicho na rua, só porque sim. É só ver como estamos desumanizando o mundo e o ser humano. Mesmo assim, o bem sempre vence, precisamos acreditar nisso e continuar lutando. Que meu trabalho inspire pelo menos algum ato caridoso em pelo menos uma pessoa, já está valendo meu dia hoje.


terça-feira, janeiro 30, 2018

Ninguém precisa saber


Todos os dias eu procuro fazer algo bom para outra pessoa. Podem ser coisas pequenas, gestos delicados, comuns a qualquer pessoa, ou podem ser favores especiais, coisas que em alguns momentos, somente eu poderia fazer por alguém. E eu faço, ajudo porque quero, e não preciso ficar divulgando, porque ninguém precisa saber.

Isso pode parecer muito fora da realidade, ajudar os outros no dia-a-dia do trabalho, mas a verdade é que felizmente, tenho muita gratidão ao Universo porque eu vivo meu sonho, trabalho com meu sonho, que é o trabalho voluntário, as entidades, a solidariedade, um mundo melhor. Eu consigo atuar de forma transformadora e proativa pelo bem das pessoas, sei que tenho esse poder de alquimia nas minhas mãos. Então a minha vida realmente está em uma vibe diferente das outras pessoas, que atuam no mundo corporativo, onde um quer passar a perna no outro, por exemplo.

Mas não é porque eu atuo nas entidades que não passamos por dificuldades. Esse mês aconteceu uma coisa que me magoou tanto, que eu fiquei uns 2 ou 3 dias meio fora de mim, mal humorada, irritada, enjoada, com energia baixa. Não me sentia eu mesma. Eu não costumo deixar que as coisas do mundo externo me atinjam, mas nesse caso, foi uma decepção tão grande com uma pessoa querida, que não consegui segurar a barra. Continuo gostando, mas não posso aceitar algo que vai contra meus valores. Eu não consigo ser conivente! Os seres humanos são um mistério, e muitas vezes, a gente não consegue entender porque elas decidem por um caminho ou outro. Só nos cabe respeitar.

Eu gosto desse trecho da música do Lulu Santos, "Apenas mais uma de amor". Não me importo se fizer algo que pareça fraqueza aos olhos dos outros. O que me importa é fazer o que eu acho correto, o que eu acho certo. Isso me traz alegria. E se a gente se decepciona depois, não significa que a humanidade está perdida e que as pessoas não são boas. Significa apenas que devemos escolher bem em quem confiar. E seguir trabalhando, e continuar em frente, não desanimar. O bem sempre vence.

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber


segunda-feira, janeiro 29, 2018

O bicho homem



Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.
(O Bicho – Manuel Bandeira)

Esses dias, estava voltando para o escritorio e vi um homem tirando comida do lixo e comendo. Eu me senti um lixo testemunhando isso, por vários motivos. Creio que o principal deles é que vivemos em um mundo em que existe comida para todos. Mas a maioria não recebe o mínimo necessário, o nosso sistema não acredita em igualdade. As indústrias preferem jogar fora no lixo, do que alimentar os famintos. O restaurante também. A gente desperdiça comida comprada no supermercado, que estragou na geladeira ou na despensa. Enquanto estamos vivendo a nossa vida cotidiana, tem tanta gente passando fome na rua, na periferia, na favela, no cortiço. É simplesmente revoltante, algo que me incomoda muito.

Eu faço trabalho voluntário há mais de 20 anos e tenho certeza que já ajudei muita gente. Fui testemunha de muitos sorrisos, esperanças e alegria. Ajudei pessoas a não desistirem, encorajei outras, e apoiei muita gente em diversas lutas. Cheguei a fazer comida para as pessoas que moram na rua. Mas o meu trabalho não tirou ninguém da rua. Não sei se consegui salvar uma vida. E isso é algo que me faz refletir às vezes.


Tudo que fazemos é para divulgar a cultura japonesa no Brasil e ajudar as entidades nikkeis. Uma missão nobre, solidária, mas em termos efetivos e estruturais, não sei se estamos conseguindo impactar a sociedade, e atingir as pessoas que realmente precisam da nossa ajuda. Como aquele homem. Será que todo esse meu trabalho pode algum dia resultar em uma sociedade na qual um ser humano não precise mais pegar comida no lixo? Ou devo me dedicar para uma outra causa, talvez?

domingo, janeiro 28, 2018

Lembranças de infância


O meu cabelo é bem longo, e gosto de cuidar, passar máscara(s), pentear, lavar...é tipo uma terapia de domingo pra mim. Hoje sai da rotina e resolvi lavar o meu cabelo no tanque, com bastante água fria, como fazia na casa da minha batian. Eu lavava o cabelo e ficava lá na área, esperando o cabelo secar naturalmente, e a presença do meu ditian é uma lembrança querida na minha mente.


Se você ainda tem seu ditian e sua batian (avô e avó) na sua vida, considere-se muito abençoado. Eu sinto muita saudade deles, e sempre os vejo nos meus sonhos. Hoje por exemplo, sonhei com meu ditian. E sonhei também com minha cachorrinha que morreu atropelada, por medo de trovão.  L


A minha batian do lado materno continua alegrando nossas vidas. Ela está um pouquinho fraca, com artrite, mas eu procuro sempre ajudar, fazer o que eu posso, levar flores para colocar no ‘butsudan’ do meu ditian e comprar as coisas que ela gosta de comer. A vida, na verdade, é feita por esses momentos delicados e cotidianos. Não deixe para depois a oportunidade de fazer as coisas que você gosta com seus familiares, porque a vida é muito curta, e depois que eles se vão, fica muita, muita, muita saudade!

quarta-feira, janeiro 24, 2018

Mr. (mrs) trouble maker


Imagine uma pessoa chata. Imaginou? Então imagina a chatice em dobro. Nos eventos da comunidade, encontramos MUITA gente legal, mas também encontramos poucas pessoas chatas(inhas e onas). E precisamos saber lidar com elas, pois não desaparecerão por toque de mágica, já que não estamos no mundo de Harry Potter. Simplesmente, aprende-se a conviver com isso. São coisas da vida em comunidade.

Eu costumo ser muito agradável com todas as pessoas, porque realmente acredito na máxima que gentileza gera gentileza. Mas tem alguns individuos que peloamordedeus, exageram muito na mediocridade, deixam de lado qualquer modéstia no quesito de chatice. Ainda bem que são poucos! Por exemplo, teve um evento em que estava ajudando e que as "autoridades" ficaram sentadas longe do palco, por um descuido simples, coisas de evento.

Como eu já entendo das coisas e sei que a pessoa (chata) é um pouco cricri no sentido de ficar reclamando e encher o saco dos outros, eu cedi o MEU lugar e do meu amigo para esse casal, para eles não reclamarem com ninguém da organização pelo fato de estarem no fundão (longe dos importantissimos vips hahaha). E fui lá pro fundo numa boa. Estava todo mundo trabalhando igual e não achei legal eles serem incomodados por uma questão tão prosaica, então eu tomei a iniciativa de ajudar.

Você acredita que esse ser humano:
1) ficou reclamando com todo mundo da mesa;
2) não me agradeceu;
3) reclamou que não levei uma pessoa lá na mesa para cumprimentá-la.

Ou seja, deveria ter aplicado as 3 regras da ajuda da minha coach:
1) a pessoa pediu ajuda? (   ) sim   (  x ) não
2) a ajuda é boa pra você? (   ) sim   ( x  ) não
3) a ajuda é boa pra pessoa? ( x  ) sim   (   ) não

(Se são 2 respostas não, eu NÃO deveria ter ajudado! hehe...)
Via de regra, só deveria ajudar quando as 3 respostas fossem sim. Mas já há um bom tempo decidi quebrar essas regrinhas e ajudar quem eu puder, sem me importar com reconhecimento, com gratidão ou benefício próprio. O retorno que eu sinto é que eu fiz a minha parte e agi de acordo com o que achei que era certo. Isso é o que importa, mesmo que pessoas chatas depois me façam escrever posts reflexivos no meu blog.

Mas sabe porque eu não fico brava com gente assim? Porque essas pessoas folgadas acabam escrevendo seu próprio destino, com seus atos diários. Não tem escapatória! Por exemplo, tinha um jantar na churrascaria depois de um evento em que todos ajudaram (incluindo um chatão). Todos os queridos e queridas foram convidados para a churrascaria. Menos o chatão. 

Entendeu? A gente colhe os frutos que semeia. Simples assim. Se semeamos boas sementes, colheremos boas plantinhas. Quem semeia mágoa, critica, julgamento e pequeneza de sentimentos, acabará no final colhendo pedras, galhos secos e ervas daninhas. Eu não preciso fazer nem pensar nada de mal da pessoa, porque ela mesma está se fazendo mal, e tristemente, não percebe que perde a oportunidade de se conectar com as pessoas de uma maneira mais bonita, alegre e generosa. Que continuemos praticando a gentileza dos pequenos atos diários!

terça-feira, janeiro 23, 2018

Heal the Pain

Nesse domingo, fui no show da Fernanda Takai no Sesc Pinheiros, mesmo sem conhecer as musicas do novo dvd dela (Na Medida do Impossível), e me surpreendi muito! Além das canções serem lindas, achei que os músicos estavam super sintonizados e com uma energia inspiradora! E conheci ela no final do show, super gentil e simples! Aproveitei para convidar ela pro Festival do Japão!

A música que eu mais gostei foi de um tema que originalmente não me atrai. Ela falava muito de Jesus, mas de um jeito muito inocente, otimista e positivo. Olha que música bonitinha!


E no meio do show, ela tocou a minha música favorita do George Michael, numa versão muito fofa e delicada. Isso mexeu muito comigo, porque essa música ressoa no meu coração! Percebi que a minha alma tem muito a ver com esse trabalho solo da Fernanda Takai!


George Michael sempre foi um dos meus artistas favoritos, mas considero que realmente me conectei mais com ele e entendi melhor as suas lutas depois que assisti um documentário sobre a sua vida.
Eu não sabia que ele tinha tido um grande amor (brasileiro), o Ancelmo, que morreu de Aids e depois perdeu também a mãe, e com isso, sentiu muita raiva, que praticamente inviabilizou a carreira dele.

Uma pessoa que escreveu versos lindos como esse, de "Heal the Pain"...

You tell me you're cold on the inside
How can the outside world
Be a place that your heart can embrace
Be good to yourself
'Cause nobody else
Has the power to make you happy


...também sofreu muito, e praticamente se autodestruiu por causa da raiva e da amargura. Mesmo assim, criou coisas lindas e que simbolizam uma época. Enfim, ele não foi bom com ele mesmo, e em muitos sentidos, não foi mais feliz depois de sofrer perdas imensas na vida. Ele não conseguiu proteger sua emoção e nem percebeu que a raiva é o pior conselheiro. O que é uma pena, pois vemos tantos talentos se perdendo pela depressão e pelas dores da alma. A humanidade perde, todos perdemos. Enfim, continuo escutando as musicas do Georgie todos os dias! E acho que nunca vou enjoar!