quinta-feira, setembro 20, 2018

Mudanças no meu gosto musical


Quando me viu, a primeira coisa que o meu amigo me falou foi: Erika, para de escutar essas músicas deprê! Faz uma playlist bem animada e deixa de lado a Adele e a Amy Winehouse hahahahahaha...eu na verdade sei que a música influencia a nossa vibração e a nossa energia. E que somos feitos de energia, então, criei a nova playlist e estou nesse mood mais animado nos ultimos dias.

E realmente, depois que parei de escutar as musicas tristes e melancólicas, parece que a depressao e o desanimo que estava sentindo diminuiram bastante. Ainda estou meio tristinha, mas não só pelas coisas do coração. Para entender tudo que está acontecendo ao mesmo tempo, marquei uma horinha com meu terapeuta, o Fred, e sei que juntos, vou ressignificar tudo que anda acontecendo nos ultimos tempos na minha vida. Quando eu nao consigo resolver um problema sozinha, hoje, eu sei que preciso pedir ajuda. E essa é a hora.

Da minha playlist, tem algumas coisas engraçadas. O meu gosto musical sempre foi meio maluco, mas ultimamente tenho escutado muito essas musicas. Eu simplesmente amo a ZAZ, e Je Veux tem tudo a ver com o que eu penso. E pra completar, Earth Wind &Fire para celebrar setembro (e o fim do meu inferno astral! Até que enfim!)

Donnez-moi une suite au Ritz, je n'en veux pas!
Des bijoux de chez Chanel, je n'en veux pas!
Donnez-moi une limousine, j'en ferais quoi, papalapapapala
Offrez-moi du personnel, j'en ferais quoi?
Un manoir à Neufchatel, ce n'est pas pour moi
Offrez-moi la Tour Eiffel, j'en ferais quoi, papalapapapala
Je veux d'l'amour, d'la joie, de la bonne humeur
Ce n'est pas votre argent qui f'ra mon bonheur
Moi j'veux crever la main sur le cœur, papalapapapala
Allons ensemble, découvrir ma liberté
Oubliez donc tous vos clichés, bienvenue dans ma réalité

Me dê uma suíte no Ritz, eu não quero! Joias da Chanel, eu não quero!
Me dê uma limusine, o que eu faria? Papalapapapala
Me dê empregados, o que eu faria?
Uma mansão em Neuchâtel, isso não é para mim
Me dê a Torre Eiffel, o que eu faria? Papalapapapala
 Eu quero amor, alegria, bom humor
Não é o seu dinheiro que fará minha felicidade
Eu quero morrer com a mão no coração Papalapapapala
Vamos juntos, descobrir a minha liberdade
Portanto, esqueçam todos os vossos padrões
Bem-vindo à minha realidade!


quarta-feira, setembro 19, 2018

Dançando novamente


Eu confesso que só estava indo nas aulas de salsa (cubana, ainda por cima) por causa do ex. E lógico, pra sair da minha zona de conforto extremamente confortável e de quebra, desenvolver uma nova habilidade motora.

Enfim, o romance acabou infelizmente, love is over, é claro que eu não iria continuar gastando meu rico dinheirinho numa dança pouco comum e que ainda por cima me lembra muito do falecido.

Então hoje eu fui na escola pra escolher um novo ritmo. As opções pra mim eram bachata ou foxtrot, e estava com a mente aberta.

Pra ser sincera, eu nem sabia oque era foxtrot. Quando o moço explicou que era dançando música do Frank Sinatra, o meu coração já bateu mais forte! ❤️❤️❤️

A aula começou e o primeiro passo que aprendi foi o “promenade”. E a música realmente é do Frank Sinatra e afins. Os passos são elegantes, sofisticados e tem muitos giros. A apresentação será com vestido longo...ou seja, senti que essa dança tem simplesmente tudo a ver comigo! Se eu fosse numa escola hoje escolher um ritmo pra mim, seria esse (ou tango). Olha como é lindo!


 Eu sempre digo que nasci no tempo errado, porque se tivesse vivido na década de 50, 60, certamente estaria mais sintonizada com o mundo (me sinto muito deslocada). Eu amo coisas vintage, Marilyn Monroe, Elvis Presley e toda essa temática.

Enfim: adorei a dança e o estilo! Agora sim vou me dedicar em algo que realmente tem a ver com minha elegância e delicadeza natural!

Depois fui conhecer a bachata. É um ritmo legal mas muito parecido com a salsa. E tem muito contato físico, na minha pudica opinião. E não sou sexy, sou kawaii. Além disso, a minha intenção sincera é nunca mais ter contato nenhum com salsa. Por isso, decidi pelo foxtrot.

A minha escola é a Carlinhos de Jesus, pertinho do metrô Parada Inglesa, e estou adorando. Porque eu simplesmente não paro de dançar, você pode se perguntar? Ah, porque é divertido, gosto muito e eu simplesmente adoro meu professor, acho ele lindo, gentil, carinhoso, talentoso e muito maravilhoso. Então não vou deixar de ver o Ric por causa do ex. Hahahaha!

A minha musa inspiradora pode explicar melhor que eu:
If this would be a perfect world
We'd be together then (let's do it do it do it)
Only got just one life this I've learned
Who cares what they're gonna say (let's do it do it do it)
I wanna dance, and love, and dance again

terça-feira, setembro 18, 2018

Aprendendo a pedir ajuda


Uma coisa que eu nunca fui boa na minha vida é em pedir ajuda. Reconheço que era uma falha e uma falta da minha personalidade, porque desde criança, prefiro (tentar) resolver as minhas coisas e problemáticas sozinha, do que pedir ajuda. 

Segundo a minha coach, como nasci de "forceps", pra mim, qualquer tipo de ajuda dói, está marcado no meu inconsciente (e no meu rosto, pois tenho uma marquinha do nascimento). 

E realmente, quando pedia ajuda, me sentia diminuida e fraca. Preferia sofrer sozinha, e claro, sempre ajudar os outros (me mostrando inabalável para o mundo, mesmo que em caquinhos por dentro).

Dessa vez, nesse meu ultimo break up que me machucou demais, eu pedi ajuda pra todo mundo, fiquei chorando com os amigos, pedindo conselho, pedindo carinho, tentando entender o que deu errado e quais as lições eu podia aprender com esse relacionamento. Os meus amigos disseram de tudo, me aconselharam e inclusive, deram muitos insights que eu nao tinha pensado. 

E nesse processo de chorar com todo mundo, descobri porque machucou tanto dessa vez: eu terminei esse relacionamento ainda gostando muito da pessoa, e quando eu não estava no meu melhor. Mostrei para ele o pior de mim, e isso me magoa. E é uma pena mesmo não ter dado certo, porque ele combinava muito comigo.

Hoje eu sou humilde e sei pedir ajuda quando preciso, e principalmente, sei ajudar quando necessário. Outra divergência que tinha com a minha coach é que ela dizia que só podemos ajudar depois de responder três perguntas:

1) a ajuda é boa para mim
2) a ajuda é boa para a pessoa
3) ela pediu ajuda?

E eu teoricamente só poderia ajudar se as 3 respostas fossem sim. Hoje já tenho uma abordagem mais prática da coisa. Eu quero ajudar? Eu posso ajudar? Então ajudo. E que se exploda o resto. Deus está vendo, e se a pessoa não reconhecer o que eu fiz, tranquilo, eu sei o que eu fiz, e pra mim, isso já está bom. Eu tenho a consciência tranquila e pura. E isso que importa. Estamos todos juntos. Obrigada aos meus amigos e amigas, por me ajudarem sempre que preciso! 


sexta-feira, setembro 14, 2018

Corrida de ratinhos



Esses dias retomei contato com minha coach. Eu tinha pausado unilateralmente o meu relacionamento com ela, pois ela tinha uma opiniao muito forte e desabonadora sobre meu ex: que eu deveria largá-lo imediatamente (hahahahaha).

Como eu não concordei, me afastei dela (e olhando em retrocesso, me ferrei hahahahaha). E passaram-se os meses, os anos, os namorados, as dores do amor e desamor...e eis que ela voltou a me telefonar, agora para pedir ajuda para alguns casos ligados à minha expertise (diga-se, cultura japonesa).

Eu achei o MÁXIMO voltar a falar com minha querida coach, agora na respeitosa condição de consultora. E voltamos a nos falar pelo whatsapp. Eu inclusive pedi para agendar uns horários de acompanhamento do status da minha vida, algo tipo uma avaliação periódica. E ela me passou o contato de um coachee (aluno) dela.

Muito engraçado perceber, mas tendo um pouquinho de contato com ele, eu relembrei o motivo de ter perdido o tesão de visitar a minha coach (sim, eu sou uma pessoa que esquece muito facil tudo de ruim que me acontece - vai entender!!).

Ela é simplesmente otima para orientar pessoas reativas, desanimadas ou passivas, porque ela coloca muita pilha em você, pra sair nesse exato momento atrás de trabalho, metas, mais clientes, mais projetos, mais grana, mais TUDO. Eu já fui assim: reativa, desanimada e passiva. Com a ajuda dela, enxerguei muita coisa e melhorei 1000%.

Enfim, acho essa abordagem da minha coach super legal para as pessoas que estão no pique de TER mais. Só que desde aquela época, eu estou num momento pleno de SER, e não ter. Então pra mim, sinceramente, nao faz sentido ver esse menino se matar de trabalhar, com 5 empresas ao mesmo tempo, sem condições de manter uma conversa por 10 minutos, correndo de uma reuniao pra outra. Isso é vida?

Anyway, você pode ponderar dizendo: "Erika, a sua vida também é assim". Concordo, por 4 meses da minha vida, eu fico praticamente internada dentro do escritorio-hospicio, organizando o Festival do Japão e para isso, preciso largar minha vida, meu amor-proprio, meu relacionamento, meus estudos e tudo mais, e viver em função de um projeto, de uma ideia. E faço isso há dez anos, por um proposito maior. Mas assim que acaba o Festival, eu procuro voltar para a minha vida normal. Não sou um ratinho preso na gaiola. O dinheiro não me move, o proposito é mais importante pra mim.

Lógico que não sou socialista/comunista, sou capitalista, vivo confortavelmente, quero viajar e conhecer outros paises, e para isso, trabalho pra caramba. Estou fazendo cursos para melhorar minhas possibilidades de trabalho e renda, penso no meu futuro, mas sinceramente, não quero trocar minha vida por um punhado de reais, euros ou dólares. Mesmo que seja um montão. Prefiro ser feliz. E vc?


terça-feira, setembro 04, 2018

Sushi de sal





Quando nos despedimos, eu estava em um jantar, no balcao do sushi, e o itamae-san nao deve ter entendido porque eu estava com tantas lagrimas nos olhos. Foi o jantar mais triste da minha vida.

Percebi que eu te pedi desculpas e falei muito das minhas falhas, dos meus erros, não fiquei acusando você, mas você em nenhum momento considerou os seus erros, as suas falhas, as magoas que você me causou.

Se você tivesse tido um pouquinho mais de cuidado com os meus sentimentos e com o meu amor por voce, eu nao teria perdido a esperança e a paciencia, como perdi naquele dia. Entao eu poderia sim ter sido melhor com voce. Mas com certeza, você também poderia ter sido melhor comigo. Tenha consciência disso.

Para me despedir desse amor, lembrei do que o padre falou naquele velório. Para que estamos correndo como loucos atrás de coisas materiais, se o amor é que importa? Qual o sentido? A familia é o que temos de mais importante na vida. E eu adoro sua família. Se o seu amor por mim fosse verdadeiro, você me perdoaria.

Provavelmente, o que você sentiu por mim não era amor. Talvez você nao saiba - ou não queira - amar. Vou ser feliz e desejo também sua felicidade. É difícil uma despedida, quando ainda amamos. Obrigada por ter me amado e me respeitado.

quarta-feira, agosto 29, 2018

Como dizer “eu te amo”?


Amor, que sentimento lindo e complicado. No Japão, é muito difícil (praticamente impossível) escutar um “Aishiteru” (eu te amo), mas um “Suki dayo” (gosto de vc) é mais provável, como nessa musica da Hikaru Utada. Lá, a visão de relacionamento, amor e felicidade é muito diferente daqui.

A gente, com nossa cultura nikkei, também importa alguns desses traços em nossa maneira de ver o mundo e as relações. Pra mim é muito fácil falar que eu “amo” sushi, Hello Kitty ou viajar. Mas falar que eu amo alguém...é super difícil (e já foi muito mais).

Em um momento desafiador para nós dois, se eu tivesse falado essas 3 palavrinhas tão lindas para a pessoa mais importante do mundo pra mim, teria mudado minha vida, literalmente. Estaríamos juntos, se eu não tivesse economizado essas palavras pra mais tarde (aliás, quando?).

E se eu pudesse voltar no tempo, voltaria pra esse exato dia e confessaria todo meu sentimento de amor e admiração, antes que o tempo nos distanciasse. O momento mágico infelizmente não volta, agora ele não me escuta mais...

Portanto, se me permite dar um conselho: quando sentir que ama alguém, diga. Não ligue para oque os outros vão dizer ou podem pensar. Isso vale não somente para relações amorosas. A vida é muito rara para viver sem amar. Sobre isso, assista o vídeo do Marcos Piangers, “O Poder do Eu te Amo”, que é muito lindo.
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quinta-feira, agosto 23, 2018

Consulta de rotina

Fui ao médico correndo, porque precisava mostrar meus exames e pegar receita de um remédio. Geralmente é para isso que vamos ao médico, correto?

Pois bem, esse médico velhinho ficou admirado me olhando e perguntando minha idade e falando “nooooossa, não parece”. Ele falou isso duas vezes. E não receitou meu remédio. 😒

Geralmente eu sou super calma e paciente, mas nos últimos dias tenho estado bem irritadiça (percebe-se hahahaha). 

Então o médico odissan deve ter reparado na minha cara absolutamente mau humorada e ficou quieto. É cada uma que mulher tem que aguentar! Marquei minha consulta no especialista, e nunca mais volto ness consultório né!