terça-feira, fevereiro 14, 2006

Pose pra foto


Nossa turma no rafting. Dia chuvoso, frio e feio. Mas nada chato. Fomos fazer rafting no rio Juquiá, em Juquitiba. Um rio sem poluicao, intocado pelo ser humano, com uma agua muito gostosa. Pena que estava friozinho. Só eu já tinha feito rafting, todos os outros eram calouros, mas ninguem caiu na agua (só no final, de proposito). Foi super legal, mas da proxima vez, vamos torcer pra fazer sol!!

Adrenalina no rio


Enfrentando o rio Juquiá

Só dá agua!!!


Onde estou nessa foto?? =)

O Mercador de Veneza

Assisti nesse final de semana o filme do Michael Raford - O MERCADOR DE VENEZA, que é uma das mais controversas peças de William Shakespeare, dessa vez com Al Pacino no papel do polêmico agiota judeu Shylock.

A história acontece na Veneza do século 16, com o jovem Bassânio (Joseph Fiennes) pedindo a Antonio (Jeremy Irons) o empréstimo de três mil ducados para cortejar a herdeira Portia (Lynn Collins).

Antonio é rico, mas todo seu dinheiro está comprometido em empreendimentos no exterior, e por isso ele recorre a Shylock, sem saber que o judeu queria na verdade se vingar dele.

O agiota impõe uma condição absurda: se o empréstimo não for pago no prazo, Antonio se compromete a dar um pedaço de sua própria carne a Shylock. A notícia de que seus navios naufragaram deixa o mercador em uma situação muito complicada, e o caso é levado à Corte.

Achei o filme muito interessante, e gostei bastante da fotografia, dos dialogos super rebuscados, da paisagem de Veneza... o que foi dificil de aturar foi um bando de chatos no cinema, que nao paravam de falar nem um instante!!! E o pior é que eles nao estavam entendendo o filme. O que eles esperavam? Uma comedia?? Um filme de ação?? De uma peça de Shakespeare??

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Gen - Pés Descalços


Hoje acabei de ler o primeiro volume de Gen - Pés Descalços (Hadashi no Gen), de Keiji Nakazawa (sao 3 volumes, mas a leitura é super rapida!). O autor tinha 7 anos quando a cidade de Hiroshima foi arrasada pela bomba atomica, no dia 05 de agosto de 1945.

Ele sobreviveu, e resolveu contar a historia dessa tragedia terrivel, que envergonha a humanidade até hoje, e simplesmente arrasou com muitas vidas e familias. A proposta do Nakazawa é de paz: ele queria contar essa historia para que as armas nucleares nunca mais fossem utilizadas. E escolheu uma mídia que alcança os jovens, que sao os mangás.

A historia, que é auto-biografica, mostra uma familia pacifista, os Nakaoka, que sofrem muito porque sao contra a guerra, que causa fome, morte e destruicao para todos. Sao chamados de traidores, humilhados e espancados por seguirem suas conviccoes. A miseria e o sofrimento atinge principalmente a populacao civil.

O primeiro volume conta a historia da familia Nakaoka, mostrando como era o cotidiano dos moradores de Hiroshima na epoca da Segunda Guerra, com todos passando dificuldades. Mostra como os militares japoneses organizavam a campanha de convencimento da populacao, dizendo que o Exercito japones era vencedor, quando na verdade estava colecionando derrotas. Estou ansiosa pra pegar o segundo volume, lá na biblioteca da FJSP.

E a mais incrivel coincidencia é que hoje de manhã conversei com a Mariana, da TV Cultura, porque ela queria o telefone do sr. Takashi Morita, que é simplesmente um amor de pessoa, presidente da Associacao Brasileira de Vitimas da Bomba Atomica.

A pauta da Mariana é que a Suprema Corte de Hiroshima ordenou que o governo japones pague a indenizacao para dois sobreviventes da bomba atômica, que estao no Brasil. Acho que é uma compensacao muito pequena para tanto sofrimento, mas pelo menos, é algo que pode ajudar essas pessoas a terem uma vida mais confortavel. Puxa, desejo sinceramente que armas nucleares nao sejam mais produzidas. O que podemos fazer a respeito??

Que tal um cha de hibiscus?

Bem vindo ao meu blog!!!