sexta-feira, agosto 16, 2013

Relaxada, eu??

Muita coisa acontece na minha vida e nao tenho tempo para escrever as minhas besteiras por aqui, porém um fato ocorrido hoje se destacou no meu rol de incongruencias diárias.

Hoje recebi uma "bronca" na qual a pessoa disse que estou "relaxando" MUITO no meu trabalho - no sentido ruim, lógico. A minha resposta foi pura, cartesiana e simples: Relaxada? Puxa, estou mesmo! Obrigada. (hahahaha!!) 

Gente, a verdade pura e simples: eu sou uma pessoa que veio ao mundo para trabalhar. Sou totalmente virginiana e só vejo uma função na vida se estiver relacionada com trabalho, com missao, com produzir, ser util ao mundo.

Eu nao sou do tipo de pessoa que vai viver a vida mochilando por aí, tomando todas nas baladas ou curtindo a vida adoidado. Eu vim ao mundo a trabalho. Quando o planeta for tomado pelos zumbis (sim, odeio zumbis), enquanto tiver um tempo hábil para nao virar zumbi (ou comida de zumbi), estarei trabalhando.

Ou seja, a pessoa nao tem que me dar "bronca" por eu nao "estar trabalhando" do jeito que ela imagina que eu deveria estar. Eu trabalho o quanto eu acho que tenho que trabalhar. Aliás, um dos motivos pelos quais eu prefiro ser empresaria. Posso fazer as coisas do jeito que eu acredito, sem ter que escutar opinioes desnecessarias.

Eu tenho muito senso de responsabilidade, e sei fazer as coisas darem certo. Posso ficar tranquila porque sei que na hora em que é preciso varar a noite trabalhando, eu farei isso. Se for preciso ficar sem comer, sem beber, sem dormir, numa boa. A questao é que eu aprendi a não me culpar por nada. E o mais bacana: entendi que a minha vida é mais importante do que QUALQUER coisa.

Sinceramente, conheço casos de pessoas um pouco mais velhas, e até mais novas que eu, que tiveram AVC e morreram jovens, por causa de estresse. Me desculpa, mas eu nao quero fazer parte dessa estatistica triste. Isso nao vai acontecer comigo. O dinheiro que eu ganho trabalhando loucamente nao vai servir de nada se eu tiver que gastá-lo com tratamento medico. E estou sim precisando relaxar um pouco. E aguento a pressao. E nao vou ceder à vontade do mundo, esquecendo a minha vontade. Felicidade é tudo na vida, e no momento, pra mim, felicidade tambem é relaxar...............bjs!!

quinta-feira, agosto 01, 2013

Buscando e recebendo amor

Nin hao ma? Essa semana tive prova de mandarim na escola. Sinceramente? Nao fosse o professor praticamente me "soprando" a prova, eu teria tirado zero. Há mais de um mes nao abria meu livro, e só fiquei sabendo da prova um dia antes. Entao não estudei e fui na coragem!

Ainda bem que o professor foi bonzinho. Ele falou as palavras que eu nao lembrava, me deu dicas do que responder nas perguntas...hahahaha, entao nao zerei. Prometo que vou estudar mais nesse semestre. Inacreditavel: estou oficialmente no nivel intermediario de mandarim (detalhe: sem falar mandarim)!! hahaha...^.^

Depois desse percalço linguístico, decidi fazer algo que nao fazia há tempos: ir ao cinema assistir um filminho mais intelectual. E fui assistir "Amor Pleno", do Terrence Malick, com o Ben Affleck, Olga Kurylenko, Javier Bardem e Rachel McAdams. Adorei o filme. Porque ele fala de muita coisa que eu ando pensando, refletindo e perguntando pra mim mesma. Por exemplo, sobre a nossa visao de amor, que é muito idealizada. Sobre os reflexos do cotidiano em nossos sentimentos e percepção do mundo. E também como os sentimentos sao unicos e especiais.

No filme, o Ben Affleck é o Neil, um cara meio (beeeeem) desanimado com a vida. Ele vai para a França e se apaixona pela Marina, que tem uma filhinha linda, a Tatiana. O inicio do amor (como sempre) é maravilhoso, magia, encantamento, beijos, aceitação plena. Daí eles vao para os EUA e tudo desanda. Aos poucos, tudo aquilo que fez o cara se apaixonar pela mocinha, acaba se transformando em fator de distanciamento. A espontaneidade, o sorriso, a dança, a alegria, tudo que encantava ele de inicio, faz ele se distanciar do amor. E ela fica perdida no meio dessa confusao de sentimentos, em um país estranho, sozinha com a filha.

As brigas começam, o amor parece que acaba, ela vai embora para a França. E ele começa a sair com essa outra moça, a Jane, que já sofreu muito na vida, e simplesmente pede para ele ser sincero. E o cara nao consegue ser assim. Pelo que entendo hoje do mundo, os homens tem um problema muito sério com essa tal "entrega". E é assim: ele nao consegue se entregar. Alias, no filme todo, ele parece mais um "robô" do que gente como a gente!! Parece que nao tem opiniao propria, vai sendo levado pelos acontecimentos!!

No desenrolar da historia, a namorada da França volta pros EUA, eles se casam, se amam, se machucam e se torturam, como em qualquer relacionamento tóxico. Olhando pelo lado positivo, ela mostra varias vezes o amor que sente pelo cara. Ela chega a perguntar pra ele "como faço para amar voce?". E ele nao consegue explicar o que está no coração dele. Sem reação, o sentimento fica lá contido, escondido, sublimado. Entao...pelo que se pressupõe...isso é ser homem nos dias de hoje? hahaha...=)

Chega uma hora que a menina cansa de afirmar um amor que ela mesma não consegue mais acreditar. Ela acha que nao tem mais retorno, e acaba devolvendo todo o sentimento de "desamor" que ela recebeu do marido. E isso machuca fundo o coração do moço. No final, o filme tem um monte de cenas abertas, e você pode intuir a sua propria visão sobre o desfecho da historia. Eles podem ter se perdoado e vivido felizes juntos. Ou entao separados. Eu prefiro acreditar que eles ficaram juntos, afinal, sou romântica!! Bjs.