sexta-feira, maio 18, 2007

Historias da minha batian...

Uma lembrança bem clara da minha infância é que eu acompanhava minha batian nos ensaios dela de minyo. Era na rua Galvão Bueno, mas não lembro qual era a casa. Sei que a gente subia uma escada, e era um salão onde os odissans e obassans ficavam cantando minyo e tocando shamisen. E eu ficava lá passando tempo, comendo (muito) doce e ouvindo as musiquinhas!!

Tambem lembro que ela me levou um dia no Ikoi-no-Sono. Ela sempre visitava os velhinhos do Ikoi, levando docinhos e salgadinhos. Fui pensar nisso dia desses, porque estava remexendo em umas coisas dela (minha batian morreu há 2 anos), e encontrei uns caderninhos, onde ela escrevia varias coisas – em japonês.

Pena que eu não saiba ler (quem mandou fugir da escola??), mas deu para entender algumas frases. E ela estava falando naquele trechinho sobre as visitas ao Ikoi e ao Kibo-no-Ie. É engraçado pensar que numa família "noiada" como a minha, em que todo mundo pensa no próprio umbigo e ninguém – repito – ninguém – faz trabalho voluntário, eu mesma acabei entrando nesse caminho do bem, da solidariedade. E sou feliz. Muito feliz!

Outra coincidência: apesar de ser muito ausente, ainda sou diretora do Ikoi, não é mesmo? Mas ando muito ausente. Ai ai ai...é tanto trabalho voluntário que às vezes não dou conta mesmo. Por mais boa vontade que eu tenha, não dá pra largar minha vida profissional – e pessoal – por causa do trabalho voluntario. Já fiz isso por longos anos, e não posso mais me dar ao luxo de ficar empacada na vida. Serei muito mais útil à sociedade como milionária!

Bem, nessa semana trabalhamos, eu, K. e A, juntas, na divulgação de 8 eventos culturais ao mesmo tempo. Sugoi desu ne...e ainda terminei a revista da Aliança, e fiz um monte de outras coisas. Foi uma semana de muito esforço, horas incontáveis ao telefone e muito bom humor e conversas. E nesse final de semana tem BUNKA MATSURI - participe!! www.bunkyo.org.br. Vai sair na Vejinha!! Eba!! Eba!! Sucessoooo!!

Ontem fui jantar temaki de salmão, cebolinha e maionese no Okuyama. Hum. Muito bom! E meu namorado pediu o lamen especial. Muito bom tb. E para encerrar, vi uma noticia linda no SPTV agora mesmo: um cachorrinho vira-lata caiu no rio Tamanduatei, mobilizou os bombeiros e o público, nadou com as capivaras, foi resgatado e no final, não foi para o maldito CCZ (onde poderia ser exterminado). Um borracheiro adotou o cachorrinho!! Que lindo, que lindo!! Existe esperança enfim!! Bjs.

sexta-feira, maio 11, 2007

Sakura moti - o doce mais maravilhoso

Adoro andar na Liberdade! Ontem fui no Yoka comer pastel e tomei chá verde. Muito bom! Mas o melhor foi depois: fui na loja Kanazawa comer o doce favorito da minha vida, o doce mais perfeito do mundo, no qual sou viciada: sakura mochi, que é um mochi com folhas de cerejeira. Ficaria muito triste se a Kanazawa fechasse. =(

E pra comprovar que aquele é realmente meu lugar preferido na Liberdade, uma loja que está no meu coração, eu entrei, pedi meu sakura mochi, e o que estava tocando no DVD? “It had to be you”, em sax. Perfeita combinação entre o doce mais perfeito do mundo, o chá mais quentinho, e a melhor musica. Adoro essa musica.

Ontem na minha reunião lerdinha, que foi até quase 21h30 (e era pra terminar as 20), teve uma apresentação de escola de samba. Ai meu deus, será que vou ter que pisar numa escola de samba pela primeira vez na vida? Confesso que odeio carvanal!! Só gosto do feriado. Ai, e agora? Talvez seja legal acompanhar pra saber como funciona uma mega-estrutura de escola de samba. Mas pandeiro e cuíca não é comigo não!

Você sabia disso? Juro que eu não sabia! Estava de bobeira no bluebus mas aprendi. Agora estou tirando tudo da tomada.

09:14 A Nokia anunciou hoje que seus aparelhos vao passar a alertar os usuarios para que eles despluguem os carregadores das tomadas quando os celulares estiverem com as baterias carregadas. Alem de soar um bip, os aparelhos vao exibir o texto - 'Battery is full, please unplug the charger'. A fabricante diz que a medida poderá poupar energia para abastercer 85 mil casas por ano. Segundo Kirsi Sormunen, vp de assuntos ambientais da companhia, o equivalente a cerca de 2/3 da energia usada por um celular sao perdidos quando o aparelho é desplugado apos estar carregado, mas o carregador permanece na tomada. 11/05 Blue Bus

It Had to be You
It had to be you, it had to be you
I wandered around, and finally found
The somebody who could make me be true
Could make me be blue or even be glad
Just to be sad just thinking of you
Some others I've seen might never be mean
Might never be cross or try to be boss
But they wouldn't do
For nobody else gave me the thrill
With all your faults I love you still
It had to be you
It had to be you
It had to be you

terça-feira, maio 08, 2007

Receitinha direto do Japao!

Sabe-se lá o que as pessoas pensam. Acho que meu ditian está em uma enrascada, e não posso fazer nada para ajudar, pelo menos, não no momento. Vou ter que esperar para agir.

E esses dias eu fui no “Achapa” pra jantar com meu namorado, escolhi um hot dog muito gostoso. Caro tambem, mas muito bom! E compramos presente para a mãe do meu namorado, e um monte de material de construção pra fazer umas reformas em casa.

Hoje trabalhei muito com a K. Minha vida ultimamente é muito trabalho. Mas isso é ótimo, adoro o que faço, sou feliz, muito feliz!! E minhas reuniões andam sempre naquele ritmo chaaaaaaato, com mudanças leeeeeeentas, ao passo de tartaruga. Porque será que japonês é tao enrolado, né?

E confira a receita do NIKUJAGA, direto do site da Fundacao Japao (www.fjsp.org.br), exclusividade do chef Okumura (foto do Marcelo Katsuki, da Folha Ilustrada). Bjs.




Ingredientes
Quantidade para 4 pessoas
Preparo prévio
carne bovina fatiada fina - 300 gramas
batata - 500 gramas - descascar, cortar em 4 e lavar com água.
cebola - 1(20 gramas) - Cortar ao meio e cortar em 1 cm de espessura.
ito kon’nyaku - 250 gramas - Lavar com água e cortar em 15 a 16cm.
Shoyu - 5 colheres grandes
Mirim - 4 colheres grandes
Saquê - 4 colheres grandes
Açúcar - 4 colheres grandes
Caldo de peixe - 2 xícaras (colocar em 2,5 l de água, 10gr de bonito seco ralado, aferventar e coar).
Panela com tampa de 22cm de diâmetro

Modo de preparar:
1
Colocar os ingredientes shoyu, mirim, saque, acucar e caldo de peixe na panela e aferventar. Colocar a carne, batata, cebola e ito kon’nyaku. Colocar uma tampa menor que a panela (se não tiver, pode ser papel alumínio) e retampar a panela com a tampa própria. Cozinhar em fogo médio cerca de 15 minutos até a batata ficar macia.
2
Quem gostar de tempero mais forte, após retirar o cozido, ferver o caldo até reduzir o volume e colocar por cima dos ingredientes.

Obs.1: se a carne for magra, fritar os ingredientes no óleo, antes de cozinhar.

quinta-feira, maio 03, 2007

Curiosidade dinossáurica


Para a minha serie praticamente infinita de “bobagens jornalísticas”. Imagine um jornal televisivo noturno. Uma matéria sobre dinossauros. Eis a passagem do repórter: “pesquisadores comprovam que dinossauros viveram aqui há 37 MIL anos atrás”.
Bom, devem ter sido dinossauros muito serelepes, já que na verdade eles viveram na Era Mesozóica, que se estendeu desde 245 milhões a 66 milhões de anos atrás. Onde estão os editores nessas horas? Será que foram engolidos pelos dinossauros? Eu realmente devia parar de assistir TV. =)

Hoje foi um dia de intenso trabalho, com muitas, muitas, muitas ligações para jornalistas dos mais diversos veículos. Pois é, essa é a vida de um assessor de imprensa, que não é fácil não, não tem muito glamour. Ainda mais quando se tem 3 eventos “prioritários” para divulgar ao mesmo tempo. Coitada da K, que me ajudou a tarde toda. Depois fomos ao shopping para desestressar. Mas eu fui mesmo para comprar a revista VIDA SIMPLES deste mês, que traz uma matéria que eu ajudei a divulgar (do Fumi Masuda). Êba!

Minha cachorrinha Sasha fugiu hoje porque algum idiota deixou a porta da minha casa aberta, e ela desceu a escada, rasgou a tela de nylon, e saiu correndo pela rua. Graças a Deus (e existe Deus), uma moça que trabalha em frente de casa, no teatro, conseguiu resgatar a Sasha, e como eu não estava em casa, ela deixou a minha cachorrinha no vizinho.

Obrigada Deus, anjos e todas as forças do bem, por terem protegido a Sasha. Porque eu não ia agüentar perder outra cachorrinha, como eu perdi a Mari, a mãe da Sasha (snif). Ela se perdeu e não conseguiu voltar pra casa, e até hoje eu me sinto culpada e arrasada quando penso nisso, mesmo tendo passado anos e anos. Obrigada aos anjinhos (e agradeço tambem a moça do teatro e o vizinho, que merecem um presentão, que eu mesma vou providenciar). Bjs. E obrigada novamente!