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Mostrando postagens de Junho, 2018

Saúde para quem precisa

No domingo, estava assistindo ao treinamento de acessibilidade e juro...a minha intenção original era voltar para o escritório e trabalhar até 22 horas, como fiz nos demais dias da semana anterior. Eu não estava me sentindo exaurida. Cansada sim, mas não exausta. E tenho muito pra fazer!

A última vez que descansei 1 dia foi há 3 semanas atrás, segundo meu Google calendar. Nos últimos 15 dias, trabalhei todos...na maioria, até 22 horas, incluindo sábado e domingo, ou com coisas do Festival ou trabalho voluntário. Ser coordenadora do Festival não é fácil!
Eu baixei um app chamado “Welltory”, que monitora sua saúde através de um exame feito pelo visor da câmera e do flash. Não sei como eles fazem, mas sai o seu batimento cardíaco e nivel de estresse.
Fiz a medição e surpreendentemente, o app descobriu que eu estava muito cansada  e recomendou descansar. Eu resolvi “escutar meu celular”, por mais louco que isso possa parecer, e fui almojantar (não sei se o app descobriu que não tinha alm…

Aprendendo sobre acessibilidade

Hoje estava num treinamento maravilhoso de acessibilidade, que me abriu o coração e a mente para muitos preconceitos que eu tinha em relação à pessoa com deficiência.

Saber um pouco mais sobre a cultura surda, sobre a rotina de uma pessoa cega, sobre os níveis de dificuldade e resistência que as pessoas com deficiência enfrentam no dia-a-dia, foi esclarecedor. Uma oportunidade de aprendizado e exercício da empatia.
No meio do treinamento, eu chorei de emoção. As lágrimas vieram quando apareceu uma foto da equipe do palco do ano passado, no momento em que o menino com paralisia cerebral estava contando sobre a história dele.
A história dele também é nossa. A gente ajuda o Festival porque acreditamos de verdade, com toda nossa alma, no objetivo de ajudar as entidades e divulgar a cultura japonesa no Brasil. Mas esse ano, teremos uma voluntária a menos. Lembrar disso me faz sentir pequena, no sentido que a vida passa muito rápido. A gente nunca sabe o amanhã.
E pensando nisso, em como qs coi…

Saúde não tem substituto

“Erika, desculpa, demorei pra te mandar os documentos porque estou com um problema pessoal. O médico descobriu um problema na artéria do coração e vou precisar fazer um cateterismo depois do evento. Mas estou BEM, pronto pra tudo!”
Gente, fala sério!! Porquê uma pessoa que está com problemas no coração insiste em trabalhar numa área em que tudo acontece sob pressão? Será que ele acha que pode substituir o coração quando falhar? Que é uma coisa simples ter problema no coração?
Tem coisas no ser humano que realmente não consigo entender! Por mais que seja uma área bacana de trabalhar, onde não existe rotina, a área de eventos, justamente por não ter rotina, é muito estressante. Será que esse moço (tão jovem) pensa na família dele, na esposa e nos filhos, quando sai de casa pra trabalhar?
Longe de mim querer opinar na vida dos outros, mas se eu fosse ele, pedia demissão agora mesmo e ia buscar outra coisa que me completasse na vida, e curtiria minha familia. Por que por mais que a gente ame…

A gente acostuma...

Estou acostumada a trabalhar todos os dias até 22:00 e ser a última pessoa que sai do prédio. A gente acostuma, mas na verdade, não deveria né!
Eu gostaria muito de ser o tipo que deixa a responsabilidade de lado e vai curtir a vida, mas faltando 35 dias pro Festival, eu sei que o sucesso do evento também depende muito do meu esforço e da minha energia!
Preciso me concentrar, mas as pessoas que não estão vivendo minha vida tendem a não entender porque preciso me comprometer tanto com o trabalho. 
O professor reclama que não fui na aula, a amiga reclama que não vou na festa, mas a verdade é que o momento que vivo hoje exige 1000% de dedicação e atenção exclusiva. 
Afinal, quase 200 mil pessoas dependem das decisões que tomo todos os dias! É preciso estar concentrado para tomá-las, incluindo algumas medidas impopulares. E alguém precisa tomar as decisões chatas e que chateiam os outros.
A responsabilidade é grande, mas o resultado é maior. Eu sei que consigo mais. E vamos conseguir juntos! G…

Coaching em meio ao lixo

Esses dias recebemos o cônsul geral do Japão para uma visita técnica. Fomos lá no local do evento e eles ficaram medindo os batentes das portas, a medida dos corredores, o número de passos entre o elevador e a sala, a altura do andar. Coisa típica de japonês, sabe? 
Japoneses são extremamente meticulosos e atenciosos nas coisas pequenas, naquelas esdrúxulas mesmo e simplesmente odeiam imprevistos, ainda mais quando estamos falando na potencial vinda de um membro da família imperial. Então essa provavelmente foi a primeira de umas 30 visitas e reuniões, e estamos acostumados com isso.
Entretanto, algo inesperado ocorreu. A visita era na sala 211, 210, 209, e por final, na sala 208. E o que eles encontraram quando abriram a sala 208 foi algo assim, mas bem piorado. Quando acendemos a luz....OHMYGOD! 

Esse era o lado MENOS sujo da sala. Eu fiquei tão enojada que sinceramente, não tive condições de fotografar o outro lado. Senti vergonha de ser brasileira, na frente do cônsul geral do Ja…

Eu não sou parada no metrô. Porquê?

Estava voltando da aula e tinha dois meninos no metrô. Eles eram negros, meio mal vestidos e estavam com celulares na mão. Gente, confesso que normalmente eu andaria meio longe (hahahaha), mas eu estou tentando adotar uma maneira diferente de (vi)ver a vida, então ao invés de ficar longe, não me distanciei dos meninos, fiquei andando normalmente. E percebi uma coisa. 
Passamos na catraca, eles pagaram a passagem com bilhete unico como eu. O cara do metrô chamou os meninos para "conversar", saber para onde eles estão indo. E me deixou passar de boa. Quando eu cheguei para esperar o metrô, eles chegaram depois, por causa do funcionário do metrô. Daí entramos no vagão, eles ficaram mexendo no celular. E saímos na mesma estação, e (surpresa), outro funcionário do metrô parou os meninos para "conversar" com eles de novo. E eles não estavam fazendo nada de errado, só andando, conversando e olhando a tela do celular, assim como todos os outros que estavam no trem!
A gent…

Bailando

Estou fazendo aulas particulares de salsa com o (super) professor Ricardo Garcia, da Casa da Cardeal (um lugar lindo, em plena Cardeal Arcoverde, recomendo!). Dessa vez, definitivamente, eu aprendo!
Na verdade, pra mim está sendo uma experiência interessante, porque eu antes tinha esse pensamento limitador de que não possuo coordenação motora. 
As aulas no Clube Latino e agora, na Casa da Cardeal, estão me mostrando que sim, existe esperança no final da pista. E que eu não sou tão ruim na dança quanto pensava...rsrsrs...
Dançar, pra mim, é algo completamente fora da minha zona de conforto, e que ainda me assusta um pouco. Então, é muito bom, porque o crescimento só vem com um pouquinho de desconforto! A dica é essa: as coisas que fazem bem pra nossa evolução normalmente dão um pouco de medo! Ter medo, e principalmente enfrentá-lo, é sempre bom!
O boy ama salsa, então no começo fui só pra acompanhar a onda, mas sabe que estou gostando?? É muito divertido, relaxante e gostoso. E posso apren…

Buscando as raizes

Assisti ao show da Paula Lima (uma deusa) e Funk como le Gusta (super banda) e essa música do Tim Maia - Imunização Racional (Que Beleza) - me chamou muito a atenção, porque foi a primeira vez que escutei-a com atenção.
Que beleza é sentir a natureza Ter certeza pr'onde vai E de onde vem Que beleza é vir da pureza
E sem medo distinguir O mal e o bem Uh! Uh! Uh! Que Beleza! Uh! Uh! Uh! Que Beleza!
Que beleza é saber seu nome Sua origem, seu passado E seu futuro Que beleza é conhecer O desencanto E ver tudo bem mais claro No escuro
Essa música tem muita coisa a ver com a nossa busca pelas raízes. Saber o seu nome, a sua origem, conhecer o seu passado, também é construir o seu futuro. Isso faz a gente ter certeza de onde vem e para onde vai. Isso constrói um legado que vai perdurar.
Sinto isso vibrando forte no coração de muita gente linda que eu conheço. Essa semana tive a oportunidade de ficar no camarim de um evento - coisa que não fazia faz tempo - e pude ver crianças, jovens, adultos e senhorinh…

Namorar é preciso

“Namorar é perda de tempo e de dinheiro”. Quem falou isso foi um rapaz bonito, no elevador do shopping, para um grupo de amigos. Eu escutei e anotei mentalmente pra escrever sobre isso hahahaha! Afinal, coisas banais do cotidiano viram post no blog!
Eu sinto compaixão pelo menino, porque ele ainda é novo e vai viver muita coisa na vida. Provavelmente ele não se apaixonou, muito menos amou alguém. E a opinião dele deve mudar com o passar do tempo.
Namorar pode ser sim, perda de tempo e dinheiro (meudeusdoceu, eu que o diga hahahaha, porque perdi muito de ambos!). Mas não deixaria essas experiências de lado, mesmo as ruins. Sim, eu acredito no amor e em relacionamentos, e principalmente, sei que a gente aprende com todas as experiências, boas ou ruins!
Mesmo perdendo algumas coisas, na verdade, a gente ganha muito. Ganha experiência, resiliência, calma e maturidade. Se a gente se dedicou de coração, nada nessa vida é perda de tempo. Tudo tem um motivo pra acontecer e existe uma razão para …

Uma reunião com o ministro Taro Kono

Um dia emocionante, para ficar no coração pra sempre! Tivemos a honra de participar de um encontro com o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão, Taro Kono, em sua primeira visita ao Brasil e à América Latina!
Nesse encontro, recebemos a grata oportunidade de conversar e trocar ideias sobre os nossos sonhos e sobre oque nos inspira a trabalhar pela comunidade nikkei e pela divulgação da cultura japonesa no Brasil.
Muita gratidão a todos os amigos do Consulado, da Associação Brasileira dos Ex-bolsistas Gaimusho Kenshusei e um agradecimento especial ao Sandro Hojo, que fez um desenho absolutamente perfeito do ministro, que o Kono san adorou! Esperamos que ele retorne muitas vezes ao Brasil! E que possamos mostrar muita coisa linda em cada visita!


Para mim, foi algo realmente incrível e que antes de superar minha “síndrome do impostor”, talvez nem tivesse acontecido. Lembro de uma vez em que o cônsul me ligou para oferecer uma bolsa para o Japão, e eu simplesmente recusei, porque (achav…