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Mostrando postagens de Fevereiro, 2014

Um adeus dolorido

Quando abri o meu face, confesso que fiquei chocada com a noticia do falecimento. Uma amiga tão querida, que conviveu tanto comigo, por muitos anos de Seinen, e eu nao sabia que ela estava internada novamente, não apoiei a familia, não tinha nenhum conhecimento do que ela estava passando hoje. Naquele momento, pensei, "em que mundo eu estava vivendo pra não perceber isso?"
Ela sempre foi um exemplo de força, guerreira, incansável, corajosa. lutou contra a leucemia por muitos anos, de todas as formas possíveis, fez todos os tratamentos, nunca desistiu, nem desanimou, ao mesmo tempo ajudou demais no Seinen e em outras entidades, colaborou em campanhas pela doação de medula óssea e apoiava sempre quem precisava, com um sorriso lindo no rosto e muita disposição. 
Para mim, vai ficar no coração a lembrança da menina sorridente, humilde, tímida, modesta, trabalhadora. Eu, como pessoa introspectiva que sou, me identificava muito com a personalidade da A, e admirava sua força de traba…

O lobo x o homem

Assisti "O Lobo de Wall Street" por algumas razoes. Pela direção do Scorsese, pelas criticas positivas e pelo Leonardo de Caprio. Em uma unica palavra: odiei. Mais ainda depois que pesquisei um pouco sobre Jordan Belfort, o que aumentou minha repugnância e nojo.

O filme conta a história do citado acima, que era um pé rapado e começa a melhorar de vida quando vira corretor de ações em Wall Street. Mas ele vende ações que são lixo e vai prosperando, e aos poucos, cria uma corretora com os amigos dele, que assim como ele, são puro lixo. Oque pessoas assim poderiam produzir de bom? Só lixo, correto?

Eles dizem que nao fazem nada ilegal, mas na verdade, tambem nao fazem nada legal para os clientes. Só sabem enganar, trapacear e mentir. Trata-se apenas de empurrar ações lixo para gente sem conhecimento, pra ganhar 50% de comissão sobre as vendas. E aos poucos, os negócios sujos vão se diversificando.

"Deixe-me contar uma coisa. Não há nobreza alguma na pobreza. Já fui pobre e…

Presos na gaiola

Acabei de ler 2 vezes o livro da Mirian Goldenberg. Muitas reflexoes e inspiração para escrever alguns posts. No livro, a Mirian fala do sociólogo Zygmunt Bauman, para quem existem dois valores absolutamente indispensáveis para uma vida feliz: segurança e liberdade. Segurança sem liberdade é escravidão. Liberdade sem segurança é o caos.


A questão é, como nós, brasileiros, podemos nos sujeitar a viver sem segurança nem liberdade? Esses dias fiquei em Gramado, que é o destino turístico mais seguro do Brasil. Faz muitos anos que nao sentia essa sensação tão maravilhosa e reconfortante de plena segurança. Muita felicidade.


Poder andar na rua tranqüilamente, livre, de dia, de noite, de madrugada, sabendo que nada de ruim pode te acontecer. Tendo a sensação de que tudo está seguro e tranquilo. Sabendo que voce pode ir e voltar para o hotel a pé, sempre em segurança.


O valor disso é incalculável, e os cidadãos de Gramado se orgulham muito de terem uma cidade segura. Pelo que me falaram, qu…

O encanto em forma de filme

Estava em Curitiba, tranquila, frente a um dilema (nada) cruel. Ir numa festa ou ir ao cinema? Pra quem me conhece, já deve saber a resposta: filme (sempre). E fui assistir "A Menina que Roubava Livros". É simplesmente encantador, maravilhoso. Amei tudo: atores, roteiro, figurino, contexto histórico.


Conta a vida da Liesel, uma menina órfã e analfabeta, que é adotada por um casal em Munique, em plena Alemanha nazista. É uma historia emocionante. E linda a interpretação luminosa e leve do Geoffrey Rush como Hans, o pai adotivo. Ele dá carinho e amor pra menina, e a ensina a ler. E tem a mãe adotiva dela, a Emily Watson, que se faz de durona mas é um amor. E o menino que interpreta o Rudy, ele é simplesmente a coisa mais fofa desse mundo, e se apaixona pela menina à primeira vista.


A Liesel vai pra escola, começa a ler e se encanta pelos livros. Me identifiquei muito com isso, pq tb sou apaixonada pela literatura. Quando ela entra em uma biblioteca pela primeira vez, o sabor …

Somos parte de algo maior

Nos últimos dias, assisti umas três vezes ao documentário "Eu Maior", que fala sobre a busca de autoconsciência. Recomendo para todos, é muito emocionante.

Afinal, posso afirmar categoricamente que levei toda minha vida para me entender. E hoje estou no caminho, e essa é uma busca que nunca acaba, já que novas perguntas levam a novas respostas, que despertam mais e mais perguntas dentro de você. Dessa forma, vamos sempre buscando o crescimento, uma melhoria contínua.

Será que a gente tem medo da felicidade? Porque no filme, a monja Coen coloca uma metáfora muito bacana. Quando você está subindo uma montanha, no pé da montanha, é tudo bonito, verdinho, cheio de plantas e agradável. Já no topo da montanha, o ar é rarefeito, o ambiente inóspito, além de ser uma subida íngreme, dificil, cansativa, que nem todos estão dispostos a encarar.

Ressalto, nao tenho nada contra: quem quiser, pode viver no verdinho tranquilamente, pelo resto da vida. Mas quem tem uma visão maior, sabe q…