quarta-feira, fevereiro 12, 2014

Somos parte de algo maior

Nos últimos dias, assisti umas três vezes ao documentário "Eu Maior", que fala sobre a busca de autoconsciência. Recomendo para todos, é muito emocionante.

Afinal, posso afirmar categoricamente que levei toda minha vida para me entender. E hoje estou no caminho, e essa é uma busca que nunca acaba, já que novas perguntas levam a novas respostas, que despertam mais e mais perguntas dentro de você. Dessa forma, vamos sempre buscando o crescimento, uma melhoria contínua.

Será que a gente tem medo da felicidade? Porque no filme, a monja Coen coloca uma metáfora muito bacana. Quando você está subindo uma montanha, no pé da montanha, é tudo bonito, verdinho, cheio de plantas e agradável. Já no topo da montanha, o ar é rarefeito, o ambiente inóspito, além de ser uma subida íngreme, dificil, cansativa, que nem todos estão dispostos a encarar.

Ressalto, nao tenho nada contra: quem quiser, pode viver no verdinho tranquilamente, pelo resto da vida. Mas quem tem uma visão maior, sabe que será necessário fazer um esforço maior. E eu tenho essa consciência. Eu nao vou ficar sentada no verdinho, eu quero olhar o mundo lá de cima, do topo da montanha. Eu quero fazer uma diferença nesse mundo. Pra isso, preciso trabalhar mais do que os outros.

A P sempre fala que uma das minhas principais qualidades é que faço muitas perguntas pra mim mesma. Quero entender o porquê das coisas, e nao tenho medo de buscar as respostas dentro de mim. E sinto que sou parte de algo muito maior: a minha busca é ajudar o mundo. Disso eu tenho certeza, e de alguma forma, sei que estou realizando essa missão e a cada dia me preparo para novos desafios.

O Cortella explica um conceito muito interessante, que (infelizmente) resume a existência banal de muitas pessoas que conheço. A "vida formol", que é apagada, sem tesão, sem movimento, em resumo, uma triste vida cadáver. É um desperdício de energia vital. Também chamo isso de vida zumbi.

A nossa vida é feita, refeita, reinventada todos os dias. Ela é muito curta para ser pequena, superficial, banal, fútil, egoísta. Até porque a gente está nesse mundo para engrandecer, e nao apequenar. Pena que muita gente (ainda) não tem consciência disso. Bjs.

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