quarta-feira, janeiro 31, 2007

Salada de palavras

Hoje vi dois anoes na rua. Isso é muito incomum, vc não acha? A gente sabe que existem muitos anões (ou pessoas verticalmente limitadas, segundo o politicamente correto) por aí, mas eles quase não aparecem. Assim como pessoas de cadeiras de rodas, ou que tenham deficiência motora.

Mas nesse caso, de pessoas com dificuldades de locomoção, é muito compreensível que eles evitem as ruas de São Paulo. Se até eu, que sou (teoricamente) normal já levei altos tombos nas calçadas esburacadas e desniveladas de São Paulo, imagine alguém que ande de muletas. Eu já perdi a conta das vezes que caí, me machuquei, e o pior, ninguem ajuda, né??

Dá até pena. Nossa cidade é pouco amigável, sinistra até. Corajosos são os cegos (ou pessoas com deficiência visual, novamente segundo o politicamente correto) que a enfrentam munidos de uma simples bengalinha.

Hoje tive varias reuniões, desde a hora do almoço até de noitão. Almocei com a L, alias, ela me pagou o almoço (estou devendo) no Spoletto. Eu amo a salada do Spoletto, ficaria feliz comendo salada todo dia. Você escolhe qual o tipo de folhas que vc quer comer, daí escolhe 8 ingredientes, e um molhinho.

Os meus ingredientes preferidos são: kani, salmão, camarão, passas, abacaxi, palmito, mussarela de búfala e mais camarão. Com molho de mel e mostarda. Acho que salada é o tipo de comida mais energética que existe, pelo menos pra mim. Tem varias épocas em que sou movida a alface.

Depois tive reunião com Y. e G.. É muito legal esse tipo de apresentação: queria ter a criatividade e a engenhosidade cerebral para ser designer. Sou uma pessoa pouco inventiva, no sentido de criação. Bem arroz com feijão, básico mesmo. Gostaria de aprender mais, quem sabe não faça minha pós em Design?

Sabe porque escrevo esse blog? Acho que para não virar uma maquininha de escrever autômata. De vez em quando, percebo que minha vida é escrever para os outros, planejar para os outros, gerenciar para os outros. Lógico, tem muito do meu coração e da minha alma nesses projetos, mas não são completamente meus, pertencem a toda uma equipe.

Por isso, eu escrevo para ter alguma coisa escrita simplesmente para mim, sem motivo algum. E por ultimo, filosofando, só uma pergunta: porque os velhinhos simplesmente não conseguem conviver em paz, em harmonia, como todos nós, seres ditos normais? É absolutamente ridículo que na era de Aquário, a gente não consiga conviver em paz. Bjs.

terça-feira, janeiro 30, 2007

Receita mágica

Quando estou de tmp, mau humorada, irritada, nervosa ou agitada, o meu segredo mágico é ir no Habib´s e pedir um milk shake de flocos. Experimente, dá sempre certo!! Nenhum pensamento negativo é capaz de sobreviver a uma experiência tão deliciosa e gelada!!

Enfim, todas as preocupações se vão (pelo menos momentaneamente), e o mundo fica mais docinho. E nem penso em calorias nessa hora, porque o milk shake deve ser considerado um remédio, algo necessário para a minha boa saúde mental.

Essa semana estou particularmente mau humorada porque meu carro quebrou praticamente em frente ao Hokkaido, e tivemos que empurra-lo para o estacionamento. E estava tendo um casamento (coitada da noiva, ter essa cena no lindo casamento dela). E ainda encontrei a K. na frente do prédio. E ela me ajudou. Ai que mico horrível!! E obrigada K. por tudo, espero encontra-la em melhores condições!!

E lógico, as minhas reservas financeiras serão drasticamente abaladas com o conserto do meu precioso carro, já que o problema foi no motor do meu Golzinho. Mas tudo vai dar certo: atitude mental positiva sempre, sempre, que tudo se arranja. Alias, encontrei o Y. quando estava levando meu carro para consertar. Ô MUNDO PEQUENO sô!!

Esses dias fui no Hopi Hari com meu namorado, foi muito bacana!! Merece um post detalhado depois. Também acabei de ler The Da Vinci Code no original. Achei muito bacana e empolgante para a leitura, mas de certa forma um pouco complicado, porque o Dan Brown assume como realidade uma ficção que não é real ou comprovada.

Pelo menos na minha pesquisa pós-livro, nada do que se fala sobre o Priory of Sion foi realmente comprovado, e muito foi forjado por pessoas de má fé. Só que no começo do livro ele fala que todos os fatos são acurados, pesquisados, etc. Então, a ficção é assumida como uma provavel realidade dentro desse livro. Quer dizer, eu sei que é ficção e que os fatos não ocorreram bem assim. Mas e quem não sabe?? Ficará com pressupostos errados...

Nesses dias tive reuniões muito decisivas sobre Seinen, Festival do Japão e Centenário. E tb estou trabalhando bastante nos projetos da Aliança e agora recomeçam os trabalhos na Fundação Japão. Realmente, temos muito o que progredir e melhorar. Falando em melhorar, fiz uma coisa que há muito tempo não fazia: fui numa igreja para pensar um pouco na vida. Fiquei lá ouvindo o pessoal do coral, pensando mesmo nas coisas, e foi bacana desacelerar um pouco. Bjs.

quinta-feira, janeiro 11, 2007

My name is…


Semana passada eu fui assistir 007 – Casino Royale. Muito bom filme, com perseguições malucas, locações bacanas e personagens bem construídos. O Daniel Craig faz um Bond diferente, bem físico, um cara que não é perfeito e falha de vez em quando. E ele realmente se esforça muito, dá pra ver.

E a Eva Green está muito bonita no filme, tem um charme bem diferente das Bond Girls. A única coisa que não ajuda muito é a musiquinha-tema. A abertura é legal, mas “You Know my Name” é tao anódina que nem fazendo um grande esforço consigo lembrar a melodia. É simplesmente uma musiquinha, e só. E quem nao entende de poquer (como eu) fica a ver navios em algumas partes...hehe...

Assisti tambem o Eragon, diversão teenager, mas tem a parte legal, que é justamente o dragão, a Safira, na voz da Rachel Weiz, que praticamente é a única coisa boa do filme. Desculpe o spoiler, mas o coitado do Jeremy Irons pegou um papel de bêbado maluco, e defende o personagem com dignidade, da melhor maneira possível, mas ele morre de um jeito tao bobo que você fica assim meio sem saber pra onde olhar, de tanto constrangimento.

E o John Malkovich aparece umas 3 vezes, sempre dando bronca no assistente tapado, que parece uma drag queen por causa de tanta maquiagem. A única cena boa dele (John) é justamente a que mostra o dragão do mal. Só os dragões valem o ingresso nessa produção, que aparentemente, deturpou todo o original do Paolini.

A minha vida de voluntária anda de vento em popa. Minha vida profissional tambem. Minha vida pessoal está certinha. É bom ter tudo nos eixos, não é mesmo? Ainda mais no começo de um novo ano. Só preciso correr com uma serie de assuntos que deixei pendentes. Dividi minha vida em blocos, vamos ver se construo novos caminhos com esses bloquinhos. Bjs.